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ATUALIZADA - Peru expulsa embaixador venezuelano por 'ruptura democrática' de Maduro

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ATUALIZADA - Peru expulsa embaixador venezuelano por 'ruptura democrática' de Maduro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Peru expulsou nesta sexta-feira (11) o embaixador da Venezuela em Lima, Diego Molero, como uma condenação ao regime de Nicolás Maduro, que considera responsável por uma ruptura democrática no país caribenho.

A nação andina é a primeira das Américas a exigir a saída do representante máximo venezuelano desde o início dos protestos contra o chavista, em abril, e da convocação da Assembleia Constituinte, instalada em 4 de agosto.

A declaração é feita três dias depois que Lima sediou uma reunião de chanceleres de 17 países, incluindo o Brasil, em que os governos reiteraram o não reconhecimento da Constituinte e o apoio ao Legislativo opositor.

Molero terá cinco dias para sair do Peru. O Ministério das Relações Exteriores disse se tratar de uma resposta a uma nota de protesto de Caracas, que considerou como não recebida "por conter termos inaceitáveis".

O regime não comentou a medida até a conclusão desta edição. A expulsão acontece após meses de escalada verbal entre Maduro e o presidente peruano, Pedro Pablo Kuczynski, que se tornou alvo preferencial do chavista.

A última declaração foi na quinta (10), quando chamou o rival de "presidente estadunidense" ao chamar os chefes de Estado da América Latina e do Caribe a uma reunião para denunciar "o intervencionismo" no país.

"Desafio o presidente estadunidense do Peru a aprovar uma reunião de presidentes para nos vermos cara a cara e restituirmos as relações de respeito", disse Maduro, em discurso na Assembleia Constituinte que convocou.

A gênese do conflito foi uma declaração do peruano ao ser recebido pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro —ele foi o primeiro mandatário latino a ser recebido pelo republicano.

"[Os EUA] não investem muito tempo na América Latina porque é como um cachorro simpático que está dormindo no tapetinho e não causa nenhum problema [...] mas o caso da Venezuela é um grande problema."

Maduro exigiu uma retratação de Kuczynski. Dias depois, Delcy Rodríguez, então chanceler e atual presidente da Constituinte, provocou uma crise diplomática entre os dois países ao responder à frase do peruano.

"O único cachorro simpático que existe é ele, que vive abanando o rabo para seus donos imperiais e pedindo a intervenção da Venezuela." ÓRGÃO ELEITORAL

Nesta sexta, a Assembleia Constituinte ratificou as quatro reitoras chavistas do Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Também recebeu uma proposta para antecipar as eleições para governador de dezembro para outubro.

Na quinta, a Casa destinada a mudar a Constituição ratificou Maduro como presidente. Os constituintes voltam a se reunir neste sábado.

Ao mesmo tempo, a oposição chamou seus seguidores a um protesto de apoio aos quase dez prefeitos presos.

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