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ATUALIZADA - 'EUA têm soluções militares engatilhadas para Pyongyang', diz Trump

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GERAL

ATUALIZADA - 'EUA têm soluções militares engatilhadas para Pyongyang', diz Trump

ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente americano, Donald Trump, seguiu com a escalada retórica contra a Coreia do Norte nesta sexta (11), dizendo que as armas dos EUA já estão prontas e "carregadas" para um confronto se o país asiático agir de forma imprudente.

"Soluções militares agora estão totalmente preparadas, engatilhadas e carregadas caso a Coreia do Norte aja imprudentemente", escreveu Trump logo pela manhã. "Com sorte, [o ditador norte-coreano] Kim Jong-Un encontrará outro caminho."

Mesmo após um encontro com as duas maiores autoridades diplomáticas de seu governo -o secretário de Estado, Rex Tillerson, e a embaixadora do país na ONU, Nikki Haley-, o presidente sustentou as ameaças e disse que "se algo acontecer com Guam [território americano no Pacífico], a Coreia do Norte terá um grande problema".

"Esse homem [Kim] não vai escapar do que está fazendo", disse Trump pouco antes da reunião no clube de golfe das Organizações Trump em Bedminster, Nova Jersey. "Se ele fizer algo contra Guam, ou contra outro lugar que seja território americano ou de um aliado americano, ele vai se arrepender de verdade, e vai se arrepender rápido."

Apesar das declarações, o presidente também disse que "ninguém ama mais uma solução pacífica" do que ele, e anunciou que conversaria na noite de sexta com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre o conflito com Pyongyang, que tem em Pequim seu único aliado. "Espero que que funcione", afirmou.

Trump ainda disse que os EUA avaliam mais sanções contra o regime norte-coreano e negou que haja dissonância em seu gabinete.

Nesta sexta, a agência de notícias estatal da Coreia do Norte, a KCNA, divulgou um comunicado culpando o presidente americano pela troca de ameaças. Segundo a nota, Trump está levando a situação na península Coreana "à beira da guerra nuclear".

OPÇÕES DOS EUA

Mesmo em meio ao crescente de ameaças, há quem acredite que o governo Trump prefira uma solução negociada antes de por um míssil na plataforma de lançamento.

"Há ainda espaço para uma solução diplomática. Na verdade, o aumento das tensões pode mostrar aos dois lados o real peso do confronto e trazê-los de volta ao diálogo", afirma Scott Snyder, especialista em Coreias do Council on Foreign Relations.

O telefonema de Trump ao líder chinês faz pressupor que o americano ainda não abandonou essa opção.

Para Joshua Pollack, especialista em não proliferação nuclear do Instituto de Estudos Internacionais Middlebury, e ex-consultor do governo americano para o tema, "sempre há espaço para a diplomacia, mas a diplomacia não pode fazer voltar o tempo".

"Estamos entrando em uma era diferente, de vulnerabilidade mútua. Novas sanções ou uma melhor implementação das sanções existentes não podem resolver esse problema", diz.

Outras opções possíveis são continuar com as demonstrações de força militar, como o sobrevoo da península Coreana com bombardeiros estratégicos B1-B Lancer e o aumento da presença de navios e aviões americanos na região.

Há ainda a possibilidade de um ataque preventivo, para destruir armamentos no território norte-coreano, ou um ciberataque que atingisse o sistema de defesa de Pyongyang.

O primeiro é visto por especialistas como arriscado, por poderia gerar um ataque nuclear em resposta. O segundo, é tido como temporário e, portanto, menos eficaz.

Se a Coreia do Norte atacar primeiro, a opção americana é usar o seu sistema de defesa intermediária com base terrestre (GMD, na sigla em inglês) para interceptar a ogiva norte-coreana ainda no ar. O problema é que 47% dos testes realizados com o GMD desde 1999 falharam.

Como retaliação, os EUA poderiam atacar a Coreia do Norte com armas convencionais ou nucleares -"todas ideias absolutamente infelizes", segundo Pollack.

"Mesmo que os EUA simplesmente bombardeiem alguns locais na Coreia do Norte, como fizeram na Síria neste ano, o regime poderia responder com ataques a alvos militares americanos na Coreia do Sul. Seria difícil evitar uma guerra devastadora."

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