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ATUALIZADA - Procurador avança apuração de papel russo na eleição

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ATUALIZADA - Procurador avança apuração de papel russo na eleição

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O procurador especial que investiga a suposta interferência da Rússia na última campanha eleitoral dos EUA, Robert Mueller, convocou um grande júri para ajudá-lo na apuração do caso, revelou nesta quinta-feira (3) o"The Wall Street Journal".

De acordo com o jornal, a convocação é um sinal de que Mueller, também ex-diretor do FBI (polícia federal americana), avança nas investigações do caso.

Nos EUA, um grande júri é um grupo de cidadãos comuns que, num trabalho interno, considera se há elementos suficientes para uma acusação formal em investigações conduzidas por um procurador. Eles não têm poder para julgar um réu culpado ou inocente.

Segundo a agência Reuters, após a formação do grande júri, já foram emitidas duas intimações em conexão com uma reunião ocorrida em junho de 2016, em Nova York, entre o filho de Trump, Donald Trump Jr., seu genro, Jared Kushner, e uma advogada supostamente ligada ao governo russo. No entanto, não se sabia quem eram os intimados a depor.

Um porta-voz de Mueller afirmou que o procurador, indicado em maio para investigar o caso, não se pronunciaria sobre o caso.

As agências de inteligência dos EUA concluíram que o governo de Valdimir Putin trabalhou para tentar favorecer Trump na disputa contra Hillary Clinton. O republicano diz que o suposto elo com a Rússia é uma "caça às bruxas", e Moscou nega repetidamente ter buscado qualquer interferência.

'NÍVEL MAIS BAIXO'

Trump afirmou nesta quinta-feira (3) que as relações entre Washington e Moscou estão no nível mais baixo de todos os tempos por causa da lei de sanções aprovada pelo Congresso americano.

"Nossa relação com a Rússia está no nível mais baixo de todos os tempos e de forma muito perigosa", escreveu o presidente.

"Podemos agradecer ao Congresso, às mesmas pessoas que nem sequer são capazes de nos dar saúde!", acrescentou, em referência à recente derrota no Senado de seus planos de reforma do sistema de saúde introduzido por Barack Obama.

A declaração de Trump ocorre um dia depois de ele ter assinado, a contragosto, uma lei aprovada pelo Congresso que impõe novas sanções à Rússia.

A nova lei "que também inclui punições contra a Coreia do Norte e o Irã" tem como alvo o setor energético da Rússia e concede a Washington a possibilidade de sancionar empresas envolvidas no desenvolvimento de oleodutos nesse país.

A Rússia reagiu dizendo que as punições equivalem a uma guerra econômica em larga escala e o fim das esperanças de uma relação melhor com o governo Trump.

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