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Ex-diretor do FBI demitido por Trump lançará livro

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GERAL

Ex-diretor do FBI demitido por Trump lançará livro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ex-diretor do FBI James Comey, demitido em maio pelo presidente Donald Trump, assinou um contrato para escrever um livro sobre liderança e tomada de decisões, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

A obra se baseará na carreira de Comey no governo americano e nas experiência que o tornaram o chefe do FBI mais conhecido e controverso das últimas décadas. Antes de deixar o governo, Comey chefiava a investigações sobre a suposta ligação de membros da campanha de Trump com a Rússia.

Os ex-diretor do FBI também supervisionava o inquérito sobre uso indevido de e-mails por parte de Hillary Clinton enquanto ela era secretária de Estado.

Logo após ter demitido Comey, Trump disse à rede NBC que estava irritado com a investigação do FBI sobre "essa coisa da Rússia com Trump", que ele chamou de uma história falsa.

De acordo com a editora Flatiron Books, que publicará a obra, Comey irá citar "exemplos de algumas situações importantes que presenciou nas últimas duas décadas do governo americano" e "compartilhar histórias ainda inéditas de sua longa e distinta carreira".

NOVO DIRETOR

O Senado americano confirmou nesta terça-feira (1º), por uma esmagadora maioria, Christopher Wray como novo diretor do FBI.

O advogado criminalista era uma opção que não gerava polêmicas, motivo pelo qual conseguiu o apoio dos dois partidos depois de dizer aos legisladores que prefere renunciar a ceder à interferência política. A votação foi de 92 votos a favor e 5 contra.

Wray assume o cargo em um momento difícil para o FBI. A demissão de Comey gerou uma onda de acusações contra Trump por sua suposta tentativa de atrapalhar a investigação sobre vínculos entre seu comitê de campanha e a Rússia durante a eleição presidencial do ano passado.

O primeiro objetivo do novo diretor do FBI será convencer os mais de 30.000 funcionários do organismo de seu compromisso com a independência, depois de insistir com os legisladores de que não tolerará pressões de nenhum setor.

"Não se pode fazer um trabalho como este sem estar preparado para renunciar ou ser demitido quando é pedido que se faça algo que é ilegal, inconstitucional ou até mesmo moralmente repugnante", disse no mês passado ao comitê judicial do Senado.

"Você tem que ser capaz de se manter firme em seus princípios", afirmou.

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