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Disputa tira hit 'Todo Dia', com Pabllo e Dalasam, das plataformas digitais

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GERAL

Disputa tira hit 'Todo Dia', com Pabllo e Dalasam, das plataformas digitais

AMANDA NOGUEIRA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um desacordo entre o rapper Rico Dalasam e o produtor Rodrigo Gorky implicou a retirada da música "Todo Dia" das plataformas digitais nesta segunda-feira (31). Reconhecido como autor da canção, Dalasam reivindica sua participação também como intérprete.

Em uma notificação extrajudicial emitida no dia 29 de junho, o rapper contesta o acordo de participação que lhe concede apenas os direitos como autor da canção, mas não o contempla como intérprete na gravação.

O hit, que estourou no carnaval deste ano, é cantado por Dalasam e Pabllo Vittar, mas somente a drag queen recebe como intérprete.

Em comunicado enviado à imprensa, a assessoria de Gorky afirma que o produtor, ao lado de Arthur Gomes, conhecido como Maffalda, são coautores da música por terem criado suas bases instrumentais.

De acordo com a dupla de produtores, eles teriam, a princípio, concedido 100% dos direitos autorais pela composição a Dalasam pela contrapartida de que a participação do rapper como artista convidado na gravação fosse gratuita, e ele receberia somente os direitos de execução pública pagos pelo Ecad.

Após receber a notificação, Gorky propôs um novo arranjo nas participações, concedendo 50% dos rendimentos como intérprete do fonograma a Dalasam em troca de 50% da autoria da obra, que seriam divididas entre os produtores.

"Depois da música e clipes lançados com enorme sucesso, atingindo quase 50 milhões de plays, Rico oportunamente resolveu tentar rever o que havia sido firmado em comum acordo", diz a nota.

"A gente não concorda com essa negociata, o direito ao crédito da obra é inalienável e inegociável, essa operação nem pode ocorrer", diz o advogado de Dalasam, Caio Mariano.

Segundo Dalasam, Gorky teria entregado o documento durante a festa prêmio MTV do ano passado e o acordo não teria sido revisado por seus advogados.

O rapper afirma ser o único autor da letra e da melodia e diz que foi "uma baita surpresa" quando descobriu que não receberia por sua participação como intérprete na gravação. "Eu escrevi essa música no carnaval de Belo Horizonte de 2016, depois de ter vivido uma situação, um ano antes de ser lançada."

"Eu escrevo cantando, a música já estava pronta, você colocar uma batida de funk ou de rock sobre uma música que já tem a melodia e a letra feita não te coloca como coautor", rebate Dalasam.

O rapper estima que a música tenha vendido mais de 10 mil dólares só nas plataformas digitais e que sua parte no montante deva beirar 50% em um cálculo não exato.

"A gente espera um tempo para recolher os rendimentos a fim de recuperar uma quantia significativa", diz o artista, em resposta às insinuações de que estaria sendo oportunista em reivindicar sua participação após o sucesso da faixa.

PABLLO VITTAR

Procurada pela reportagem, a cantora Pabllo Vittar não foi encontrada. "Isso não tem nada a ver com a Pabllo, ela é alguém de quem a gente só tem orgulho. Essa é uma questão de direito conexos", diz Dalasam.

O rapper conta que chegou a mandar um áudio para a colega, mas não teve retorno. "Falei que não tenho problema com ela e que, conforme ela avança, enche a gente de coragem e de esperança sobre possibilidades de nossa existência. Não é uma questão pessoal, é uma questão de direito autoral, poderia ser a Pabllo, a Marília Mendonça, a Ivete Sangalo, é negócio".

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