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Filho de Trump marcou reunião com russa durante campanha, diz jornal

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GERAL

Filho de Trump marcou reunião com russa durante campanha, diz jornal

ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Donald Trump Jr., o filho mais velho do presidente Donald Trump, marcou um encontro com uma advogada russa com conexões com o Kremlin em meio à disputa eleitoral, no qual participaram também Jared Kushner, genro e assessor de Trump, e Paul J. Manafort, o homem então à frente da campanha. A informação foi divulgada pelo "New York Times" neste sábado (8).

A reunião, realizada em 9 de junho de 2016, duas semanas após a confirmação de Trump como candidato republicano, ocorreu na Trump Tower, em Nova York, segundo o jornal, que cita "registros confidenciais do governo" descritos aos repórteres.

O encontro é o primeiro que se tem notícia de membros do alto escalão da campanha de Trump com russos -e o primeiro envolvendo também o filho mais velho do presidente.

Representantes de Donald Trump Jr. e de Kushner confirmaram ao jornal que houve a reunião, mas a equipe do primeiro disse que o tema da conversa foi um programa de adoção. A nota enviada ao jornal não fala se a campanha eleitoral foi discutida no encontro.

"Foi uma breve reunião introdutória. Pedi a Jared e Paul que participassem. Nós discutimos principalmente um programa sobre a adoção de crianças russas, que era bastante ativo e popular entre as famílias americanas há anos e que o governo russo havia encerrado, mas não era uma questão de campanha e não houve reuniões seguintes", disse Donald Trump Jr., na nota. Ele disse ainda que não sabia quem era a pessoa que ele iria encontrar.

A advogada Natalia Veselnitskaya é mais conhecida por sua oposição à lei americana que coloca em uma lista negra russos suspeitos de abusos de direitos humanos. Em retaliação à essa lei foi que Putin suspendeu as adoções americanas de crianças russas.

Veselnitskaya é casada com um ex-vice-ministro de transportes da região de Moscou, e tem como clientes empresas estatais e o filho de um alto funcionário do governo, cuja empresa estava sob investigação nos EUA na época do encontro, segundo o jornal.

O FBI (polícia federal americana) e o Congresso estão investigando a possível interferência russa nas eleições de 2016 -e a relação de membros da equipe de campanha de Donald Trump com Moscou.

A questão foi assunto prioritário no primeiro encontro de Trump com o presidente russo, Vladimir Putin, na última sexta (7), na Alemanha. Após a reunião, os dois governos deram versões diferentes para a conversa. Enquanto Putin disse ter sentido que Trump aceitou sua explicação de que seu governo não se envolveu no pleito, assessores do presidente americano afirmaram à CNN que ele não comprou a versão do líder russo de que não houve interferência.

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