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Cirurgia ainda não foi feita em crianças no país

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Cirurgia ainda não foi feita em crianças no país

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As famílias das crianças que precisam de transplante de intestino ou multivisceral (que inclui também estômago, fígado e pâncreas) estão perdendo na Justiça a batalha contra o Sistema Único de Saúde (SUS) para que a União pague pelo procedimento no exterior.

Desde o fim de 2016, os juízes negaram dois pedidos para que o SUS custeie a operação em Miami, principal centro de referência para o tratamento no mundo. Antes, o Estado já havia sido obrigado a pagar outros cinco tratamentos.

Os juízes decidiram acolher os argumentos da União de que três hospitais no país estão capacitados a realizar o procedimento: Sírio-Libanês, Hospital das Clínicas da USP e Albert Einstein.

Até agora, não foi realizado nenhum transplante de intestino pediátrico no Brasil. Só o Sírio-Libanês operou uma mulher adulta, que morreu.

"As equipes brasileiras habilitadas foram capacitadas em centros internacionais de referência. Os dois pedidos de novos transplantes serão realizados no Sírio-Libanês e aguardam doadores com peso e sangue compatíveis", informou o Ministério da Saúde.

De acordo a pasta, ainda não foram registrados doadores pediátricos de intestino no Brasil.

Segundo o brasileiro Rodrigo Viana, diretor do instituto de transplantes do Jackson Memorial Hospital, em Miami, há uma "janela" para o transplante. O paciente pode ficar sem condições de ser operado se tiver complicações graves ou se "perder" os acessos às veias principais do corpo por conta de infecções.

"De cada 10 crianças que sofrem de intestino curto, aproximadamente sete a oito vão conseguir reabilitar o órgão, mas em alguns casos o transplante é a única opção", diz.

De acordo com João Seda, médico do núcleo avançado de fígado do Sírio-Libanês, "não existe competição entre a reabilitação e o transplante, e o cuidado com os pacientes é contínuo e prolongado".

Ele diz que o Sírio-Libanês está apto a realizar o transplante de intestino, mas reconhece que o Brasil pode melhorar os números de doadores.

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