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ATUALIZADA - Líder republicano da Câmara dos EUA é baleado em campo de beisebol

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ATUALIZADA - Líder republicano da Câmara dos EUA é baleado em campo de beisebol

ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Um atirador feriu um dos líderes da maioria republicana na Câmara e pelo menos outras quatro pessoas enquanto parlamentares treinavam para uma partida beneficente num campo de beisebol próximo a Washington na manhã desta quarta-feira (14).

Steve Scalise, 51, foi atingido no quadril enquanto jogava e passou por uma cirurgia ainda pela manhã. Ao final do procedimento, porém, o hospital informou que seu estado de saúde é grave.

Entre as outras vítimas estão um assessor parlamentar, que foi baleado no peito, um lobista e dois agentes da polícia do Congresso, que faziam a proteção dos parlamentares no campo, que fica em um parque em Alexandria, na Virginia, a 25 minutos do centro da capital. Todos estão fora de risco.

O atirador, identificado como James T. Hodgkinson, 66, foi morto pelos policiais. Hodgkinson trabalhou como voluntário na campanha presidencial do senador democrata Bernie Sanders, que disputou a candidatura do partido com Hillary Clinton em 2016.

Nas redes sociais, o atirador, que morava num subúrbio de St. Louis, na fronteira entre os Estados de Illinois e Missouri, participava ativamente de grupos antirrepublicanos, como "A estrada para o inferno é pavimentada com republicanos", "Extermine o Partido Republicano" e "Donald Trump não é o meu presidente", segundo a Reuters.

Algum tempo depois da divulgação do nome de Hodgkinson, seu perfil no Facebook -que tinha uma foto de Sanders como foto de capa- já tinha sido fechado ao público.

No Congresso, Sanders se disse "enojado por esse ato desprezível". "Deixem-me ser o mais claro o possível: a violência de qualquer tipo é inaceitável na nossa sociedade, e condeno essa ação nos termos mais contundentes possíveis", disse o democrata.

Em um pronunciamento no final da manhã, o presidente Donald Trump informou que o atirador havia morrido e pediu união aos americanos. "Nós somos mais fortes quando estamos unidos e quando trabalhamos juntos pelo bem comum."

O ataque foi comparado por parlamentares ao de 2011, contra a ex-deputada democrata Gabrielle Giffords, baleada na cabeça enquanto discursava em Casas Adobes, no Arizona. Giffords sobreviveu, mas ficou com graves sequelas e não retomou as atividades como parlamentar.

O FBI (polícia federal americana) disse que vai liderar as investigações, já que se trata de um ataque contra um funcionário do poder Legislativo.

CAMPO DE EXECUÇÃO

O senador republicano Rand Paul, do Kentucky, que estava no local, disse que, durante o ataque, o cenário era de um "campo de execução" e que teria ocorrido "um massacre" se os policiais presentes não tivessem agido rápido.

Hodgkinson realizou dezenas de disparos antes de ser atingido, pouco antes das 7h30 (8h30 de Brasília). Segundo o deputado do Texas Joe Barton, o tiroteio durou entre cinco e dez minutos. "Foi assustador", afirmou.

Os parlamentares treinavam para uma partida beneficente marcada para esta quinta-feira (15). O presidente da Câmara, o republicano Paul Ryan, disse que o jogo anual, no estádio National Park, está mantido.

Ele afirmou ainda que os congressistas estão "unidos na angústia" de Scalise. "Um ataque a um de nós é um ataque a todos", disse.

A líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi, afirmou que o ato foi um "ataque covarde e desprezível" e elogiou a atuação da polícia.

Mais cedo, em um comunicado, o presidente havia classificado o ataque como uma "tragédia" e disse que ele e o vice-presidente, Mike Pence, acompanham de perto o desenvolvimento do caso.

"Estamos profundamente entristecidos por essa tragédia. Nossos pensamentos e orações estão com os membros do Congresso, suas equipes, a Polícia do Capitólio, os socorristas e todos os outros afetados", escreveu Trump.

Scalise, o segundo principal líder da maioria republicana na Câmara, é deputado pela Louisiana desde 2008, representando o distrito que inclui Nova Orleans. Casado e pai de dois filhos, ele preside o Comitê de Estudos Republicanos.

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