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Oposição paraguaia aceita dialogar com presidente

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GERAL

Oposição paraguaia aceita dialogar com presidente

DANIEL AVELAR, ENVIADO ESPECIAL

ASSUNÇÃO, PARAGUAI (FOLHAPRESS) - A oposição prometeu comparecer ao diálogo nacional convocado para esta quarta (5) pelo presidente paraguaio, Horacio Cartes, mas ameaçou deixar a mesa de negociação caso o governo não desista do projeto que abre caminho para a reeleição.

"A retirada do projeto é um ponto inegociável. Que não queiram nos fazer de tontos e tentar ganhar tempo para que o povo esqueça", disse nesta terça o presidente do Senado, Roberto Acevedo, do opositor PLRA (Partido Liberal Nacional Autêntico). "Se não retirarem a emenda, vamos abandonar a mesa de diálogo."

Após a aprovação do projeto de reeleição pelo Senado na última sexta, ocorreram protestos que deixaram o edifício do Congresso parcialmente incendiado e um líder opositor morto pela polícia.

Diante da crise, Cartes chamou a oposição para negociar. Ele cancelou sua participação no Fórum Econômico Mundial da América Latina, em Buenos Aires, para comparecer ao diálogo. O mandatário, porém, sinalizou para aliados que pretende dar prosseguimento ao projeto de qualquer maneira.

Um impasse no diálogo nacional tornaria incerto o futuro do país. Cartes, do conservador Partido Colorado, pretende buscar um novo mandato na eleição de 2018.

Um grupo de jovens está acampado desde sábado em frente ao Congresso paraguaio. Eles pedem o impeachment de Cartes pela tentativa de aprovar a reeleição. O grupo diz ter coletado 20 mil assinaturas contra a emenda.

"Temos um governo que atropela a Constituição e enche os bolsos com dinheiro dos trabalhadores", disse Alexandra Zena, 21, que se juntou à vigília no domingo.

Zena reconhece que uma eventual cassação de Cartes poderia agravar a crise, mas rejeita a ideia de "negociar com um governo assassino".

Após passar por um impeachment, em 2012, o Paraguai foi suspenso do Mercosul. Na interpretação do organismo regional, a curta duração do processo (pouco mais de 24 horas) impediu o direito de defesa do presidente esquerdista Fernando Lugo, que terminou destituído.

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