Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Quatro são presos no ES após suspeita de articulação para novo motim da PM

Loading...

GERAL

Quatro são presos no ES após suspeita de articulação para novo motim da PM

CAROLINA LINHARES

BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) - Quatro pessoas foram presas nesta segunda-feira (20) no Espírito Santo sob suspeita de incentivarem o motim de policiais militares no Estado. A Operação Protocolo Fantasma foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) após a juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória, autorizar os pedidos de prisão preventiva feitos pelo Ministério Público.

A operação cumpriu ainda 24 mandados de busca e apreensão na Grande Vitória. Outros 19 pedidos de condução coercitiva não foram autorizados pela juíza. A ação teve participação da Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo e da Força Nacional.

Segundo o Ministério Público, a operação tem o objetivo de recolher provas para identificar supostos líderes do movimento que paralisou o policiamento no Espírito Santo em fevereiro, deixando 198 mortos entre os dias 3 e 24, de acordo com o Sindicato dos Policiais Civis.

Em sua decisão, a juíza aponta indícios de que um novo motim vinha sendo articulado e de que provas poderiam ser destruídas. "Diálogos travados pelos representados e demais investigados indicam a intenção de desaparecer com qualquer evidência incriminatória, a exemplo dos diálogos em que os mesmos expressamente combinam de conversar pelo aplicativo WhatsApp para evitar deixar registros probatórios", afirma.

Segundo a magistrada, os quatro presos -Ângela Souza Santos e Cláudia Gonçalves Bispo, mulheres de policiais, Walter Matias Lopes, ex-policial, e o policial Leonardo Fernandes Nascimento- são suspeitos dos crimes de atentado ao serviço de segurança pública e associação criminosa.

A operação mirou principalmente familiares de policiais. Dos 24 endereços onde houve buscas de atas de reunião, celulares e computadores, 18 eram residências de mulheres.

LIDERANÇAS

Casada com o cabo Wellington dos Santos Alvarenga, Ângela é apontada como líder do movimento em "articulação para a realização de novo bloqueio dos batalhões". Em conversas de telefone interceptadas, ela fala em promover novo caos no Estado após a saída das forças nacionais de segurança.

Cláudia também é apontada como uma das principais líderes. Em conversa gravada na quinta (16), Ângela diz a Cláudia que esteve em batalhões e que os policiais estão de acordo em fechar unidades, mas era preciso maior adesão de mulheres no interior.

Ainda de acordo com a investigação, o PM Leonardo Nascimento garantia a segurança de reuniões organizadas por Ângela. A defesa dos três investigados não foi localizada até a publicação desta reportagem.

REDES SOCIAIS

Presidente da Aspobom (Associação dos Beneficiários da Polícia e Bombeiros do Estado do Espírito Santo), Matias incitou o movimento pelas redes sociais, além de ameaçar o secretário de Segurança do Estado, segundo a operação. Ele nega ter liderado o motim.

Matias e sua mulher, Izabella Renata Andrade Costa, já haviam sido mencionados em relatório da Polícia Federal sobre a paralisação da PM. Izabella, então funcionária do deputado federal Carlos Manato (SD-ES), foi exonerada após o episódio.

Manato e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) também aparecem no relatório. Um aliado de Bolsonaro, o ex-deputado e capitão da reserva Lucinio Castelo de Assumção foi preso no final de fevereiro. Os deputados negam relação com o movimento.

O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Últimas Notícias