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ATUALIZADA - Polícia de SP prende nove suspeitos de falsificar cheques em vários Estados

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ATUALIZADA - Polícia de SP prende nove suspeitos de falsificar cheques em vários Estados

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nove pessoas foram presas nesta terça (7) em uma operação do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) para desarticular um esquema de falsificação de cheques pelo país. Outras duas pessoas foram levadas para a delegacia, mas apenas como testemunhas.

Em dez meses, segundo a polícia, a quadrilha teria desviado cerca de R$ 5 milhões ao clonar e debitar cheques de altos valores das contas de vários correntistas –entre as vítimas, juízes e empresários.

Um dos suspeitos, Marcos Castilho, o Alemão, foi detido em Nova Odessa (a 122 km de São Paulo). A polícia também prendeu outros suspeitos nas cidades de Piracicaba, Sumaré e na capital paulista.

Ao todo, mais de 70 policiais cumprem 33 mandados judiciais, sendo 15 de prisões e 18 de busca e apreensão nesses locais. Os criminosos detidos serão encaminhados para o Deic, na zona norte da cidade.

Os policiais da 2ª DIG (Delegacia de Investigações sobre Estelionato), do Deic, descobriram que os criminosos aliciaram funcionários de instituições financeiras para obter informações completas dos correntistas, como dados cadastrais, das contas correntes, além da assinatura.

Durante a investigação, que levou oito meses, a polícia descobriu ainda que os criminosos conseguiam "sequestrar", por algum tempo, as linhas telefônicas das vítimas, ao clonar as linhas. "Assim quando os funcionários dos bancos ligavam para confirmar a transação eram autorizados pelos próprios vigaristas", disse a polícia.

Com a ajuda de um especialista, os criminosos reproduziam os cheques assinados. Segundo a polícia, a falsificação era tão próxima à original que as vítimas ficaram até em dúvida se realmente não haviam assinado o cheque.

Segundo o delegado Newton Fugita, da 2ª DIG, os criminosos chegavam a ligar para as vítimas como funcionários de operadoras de telefonia. "Pediam para manter o telefone desligado por 46 minutos alegando uma manutenção no sistema. Nesse período conseguiam autorizar o saque do dinheiro."

O dinheiro, diz a polícia, era transformado em bens de consumo, como a compra de carros de alto padrão. Os criminosos responderão por estelionato e associação criminosa.

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