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ATUALIZADA - Doria retira R$ 30 mi de transporte e drenagem para área de privatização

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GERAL

ATUALIZADA - Doria retira R$ 30 mi de transporte e drenagem para área de privatização

ARTUR RODRIGUES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito João Doria (PSDB) retirou R$ 30 milhões que seriam gastos em obras contra enchente e terminais de ônibus para viabilizar o programa de privatizações.

Decreto publicado no "Diário Oficial" da cidade nesta terça-feira (7) prevê a transferência de valores para "serviços de consultoria". Após reportagem da Folha sobre o assunto, a prefeitura afirmou que publicará um novo decreto para deixar claro que o valor irá para o orçamento da Secretaria de Desestatização, criada por Doria.

Sob o guarda-chuva da nova pasta, estará a nova empresa pública municipal que vai tocar o programa de privatizações, a São Paulo Parcerias, por meio de um contrato de consultoria.

Doria pretende privatizar o Anhembi, o autódromo de Interlagos e conceder o estádio do Pacaembu, entre outros equipamentos. O programa de privatizações, excluindo a PPP (parceria público-privada) da iluminação, representa um potencial de R$ 7 bilhões.

Segundo o secretário de Finanças, Caio Megale, os R$ 30 milhões transferidos das obras serão usados pagar funcionários vinculados à pasta de Desestatização, contratar assessorias externas e representantes do mercado financeiro –inicialmente, 50% do valor estará congelado, como parte do programa de austeridade de Doria.

A maior parte do dinheiro transferido, R$ 24 milhões, sairá da implantação e requalificação de terminais de ônibus. Outros R$ 4 milhões serão retirados de obras de controle de cheias em bacias e córregos.

Os R$ 2 milhões restantes eram destinados a parte da construção da ponte Raimundo Pereira de Magalhães, sobre a marginal Tietê, ligando Pirituba (zona norte) e Lapa (oeste).

As privatizações são uma aposta de Doria para lidar com a falta de verba da cidade, que dificulta os investimentos em novas obras.

DÍVIDAS

Uma dívida de cerca de R$ 18 bilhões, que deve ser paga até 2020, pressiona a gestão, e coloca em dúvida a capacidade da administração de fazer grandes investimentos na cidade. Estas dívidas, chamadas de precatórios, são pagamentos que o município precisa fazer para atender a ordens judiciais em decorrência de situações como desapropriações, pensões, indenizações por morte, entre outras.

Em 2015, o Supremo Tribunal Federal definiu que o poder público precisa quitar até 2020 todas as dívidas já reconhecidas pela Justiça.

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