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Marcha de sindicalistas contra o governo argentino reúne milhares

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GERAL

Marcha de sindicalistas contra o governo argentino reúne milhares

SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Encabeçada pela CGT (Confederação Geral do Trabalho), a mais importante agremiação sindical da Argentina, uma marcha reuniu na tarde desta terça-feira (7) milhares de pessoas nas ruas do centro de Buenos Aires.

Juntaram-se à CGT outros sindicatos de relevo, como a CTA (Central de Trabalhadores da Argentina) e a UOCRA (Unión Obrera de la Construcción de la República Argentina), além de vários sindicatos setoriais menores.

Iniciada ao meio-dia, a marcha se encaminhou até o Ministério da Produção, pois os trabalhadores sindicalizados consideram que o governo nacional está priorizando o comércio exterior e o retorno da Argentina aos mercados internacionais, mas não está dando a devida atenção ao setor produtivo nem protegendo os trabalhadores.

"Sumiram postos de trabalho, a inflação está alta, os salários não acompanham, as tarifas (luz, água, eletricidade) aumentam, e os trabalhadores não estão chegando ao fim do mês", disse Facundo Moyano, deputado e um dos líderes da CGT.

Os sindicalistas também protestam contra a queda repentina das travas às importações, que estariam custando postos de trabalho aos argentinos.

O protesto também se dirige à posição do governo de limitar o aumento dos salários nas negociações paritárias em 18%, quando a inflação na Argentina, apesar de estar começando a cair, ainda beira a marca dos 40%.

A ideia dos grupos mobilizados é convocar uma greve geral de trabalhadores ainda para este mês ou para abril.

Para o secretário geral da CGT, Juan Carlos Schmid, apesar de o governo ter anunciado que o período recessivo está chegando ao fim e que a perspectiva para 2017 é que o país volte a crescer, "isso não está chegando aos bolsos dos trabalhadores e não se percebe em seu cotidiano uma melhora da economia".

GOVERNO

A cúpula do governo do presidente Mauricio Macri se reuniu no começo da tarde para discutir a situação. Jorge Triaca, ministro do Trabalho, disse que a marcha obedecia "uma perspectiva política" e que estava sendo usada pela oposição para obter vantagens nas eleições legislativas de outubro, quando se renova boa parte do Congresso.

Já o chefe de gabinete, Marcos Peña, lançou vários tuítes seguidos a partir do início da marcha reforçando que as medidas do governo, desde que assumiu, em 2015, "têm como foco gerar mais postos de trabalho".

Apesar da insistência do governo em rotular o protesto como político e manejado pela oposição, alguns representantes kirchneristas tentaram oportunamente subir ao palco para fazer discursos, mas foram impedidos pelos líderes sindicalistas.

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