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Hospital de SP pagou por vigilância de câmeras desligadas, diz auditoria

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GERAL

Hospital de SP pagou por vigilância de câmeras desligadas, diz auditoria

ARTUR RODRIGUES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma série de irregularidades em serviços de vigilância no Hospital do Servidor Público Municipal, na Aclimação (região central), deixou a segurança desguarnecida e gerou rombo milionário aos cofres públicos da cidade de São Paulo, constatou auditoria da CGM (Controladoria Geral do Município).

A investigação, iniciada na gestão Fernando Haddad (PT) e terminada na de João Doria (PSDB), revelou que a prefeitura chegou a pagar por monitoramento eletrônico que não existiu e por vigias que não estavam presentes de maneira ininterrupta, deixando brechas na segurança do hospital onde circulam 8 mil pessoas por dia. O prejuízo encontrado, calculado com base em falhas contratuais, foi de ao menos R$ 3,6 milhões.

A auditoria é a primeira de uma série de quatro feitas no hospital, que verificaram problemas em serviços laboratoriais, limpeza, lavanderia, angiógrafo, entre outros. O prejuízo total ainda está sendo calculado.

Entre os achados da investigação, está o pagamento de valor relativo a profissionais operar a vigilância eletrônica do hospital, em período em que o circuito interno de câmeras ainda não estava operando. O problema durou 69 dias, 49 dias a mais do que o previsto no contrato.

Além disso, o sobrepreço na vigilância eletrônica chegou a 317%, causando um prejuízo de R$ 565 mil.

O maior rombo nos cofres públicos foi causado, dizem os auditores, pela modalidade de contratação dos seguranças da empresa Centurion Segurança e Vigilância. O desperdício foi de R$ 2,7 milhões entre abril de 2015 e dezembro de 2016.

O motivo, diz a auditoria, é que os pagamentos para o trabalho nos dias úteis e nos fins de semana e feriados eram feitos separadamente. Nesse esquema, a margem de lucro da Centurion atingiu o índice de 66%.

Outro problema encontrado foi a falta de profissionais para cobrir os períodos entre os turnos da segurança, quando foi ficava aberto um buraco na vigilância da unidade –o prejuízo devido a isso foi de R$ 304 mil.

OUTRO LADO

O hospital afirmou que pediu ressarcimento R$ 75,6 mil pelo período em que o sistema de monitoramento não havia sido instalado e que vigilantes fizeram cobertura das áreas de maior vulnerabilidade.

A respeito do sobrepreço na vigilância eletrônica, a unidade de saúde justificou o valor ressaltando a qualidade das câmeras contratadas, que "possuem nível superior de nitidez e resolução de imagem das áreas monitoradas".

Sobre a falta de profissionais no horário entre turnos, a unidade afirmou que havia vigilantes o tempo todo nos postos críticos e ronda nos demais locais.

A direção do hospital questionou os valores de referência usados pelos auditores, para calcular o prejuízo na modalidade de contratação. "Os referenciais não levam em consideração estimativas de preços de postos de vigilância contratados compatíveis com o objeto licitado e ainda para ambientes hospitalares", afirma o hospital.

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