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ATUALIZADA - Portela vence Carnaval após 33 anos de jejum

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ATUALIZADA - Portela vence Carnaval após 33 anos de jejum

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Portela quebrou um jejum de 33 anos e se sagrou campeã do Carnaval do Rio, pela 22ª vez na sua história, em um ano marcado por graves acidentes no sambódromo, que deixaram ao menos 30 feridos. O último título da escola de samba havia sido em 1984.

Sob a batuta do carnavalesco Paulo Barros, a azul e branco falou sobre rios em seu desfile. O enredo fez referência a um dos grandes nomes da escola, Paulinho da Viola, com o título "Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar", versos de uma de suas mais conhecidas canções.

A escola também fez referência à tragédia na barragem da Samarco, em Mariana (MG), com o carro alegórico "Um Rio que Era Doce".

Por decisão da Liga Independente das Escolas de Samba, nenhuma agremiação foi rebaixada. As últimas colocadas, Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca, registraram acidentes com carros alegóricos, os mais graves em 33 anos de sambódromo.

O título da Portela foi decidido no último quesito: enredo. A agremiação superou a Mocidade Independente de Padre Miguel, que ficou em segundo. A campeã só perdeu nota em dois quesitos: comissão de frente e samba-enredo. Mas, neste último, a nota acabou descartada --pelas regras, a menor nota dos quatro jurados é desconsiderada.

Dessa forma, a Portela garantiu 269,9 pontos de 270 possíveis. A Mocidade ficou com 269,8. Depois, Salgueiro (269,7) e Mangueira (269,6).

"Agora a Portela vai ficar em paz. Não vai precisar carregar a cruz de não vencer nunca. A Portela vai se voltar para sua história, para as suas tradições, formar sambistas, formar lideranças", disse Luis Carlos Magalhães, presidente da escola campeã.

Fundada em 1923, ela havia ficado em 3º lugar em 2016. O último título, de 1984, é envolvido em polêmica. Foi neste ano a inauguração do Sambódromo do Rio. Na ocasião, as notas foram separadas em duas noites. A Portela foi a vencedora da primeira e a Mangueira, do segundo e de um terceiro desfile. Antes, a escola havia sido campeã em 1980.

'NADA URGENTE'

Após os acidentes que marcaram as duas noites da primeira divisão do Carnaval do Rio, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, disse que, a princípio, "não há nada que tenha que mudar de maneira urgente" em relação à segurança dos desfiles.

Segundo ele, "foi uma decisão difícil a de não rebaixar ninguém", mas a maioria das escolas votou a favor. No ano que vem, 13 escolas disputarão o Grupo Especial --as 12 atuais e a Império Serrano, escola tradicional que subiu do Grupo de Acesso. Duas serão rebaixadas em 2018.

A polícia abriu dois inquéritos para apurar os acidentes com as escolas. Peritos verificaram que duas rodas do carro alegórico da Paraíso da Tuiuti que perdeu controle estavam danificadas. E o motorista tinha visão bloqueada.

Uma perícia no carro da Unidos da Tijuca constatou falha na parte hidráulica.

Sem ter feito aparição pública no Carnaval, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), visitou as vítimas do acidente com o carro alegórico da Paraíso do Tuiuti.

Ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, ele divulgou nota em que diz que, se fosse à festa, seria demagogia. "E o povo do Rio rejeita um prefeito com máscara ainda que seja no Carnaval."

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