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Carnaval em São Paulo terá palcos 'imã' de dispersão só no centro

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GERAL

Carnaval em São Paulo terá palcos 'imã' de dispersão só no centro

JULIANA GRAGNANI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para atender aos foliões que quiserem estender o Carnaval de rua em São Paulo, a prefeitura oferecerá palcos com shows em três pontos no centro expandido da cidade -excluindo a periferia, que no ano passado também recebeu programação cultural.

A gestão João Doria (PSDB) instalará esses palcos 'imã' de dispersão dos foliões no Anhangabaú, na praça das Artes (ambos no centro) e no largo da Batata (zona oeste), com shows sempre à tarde e até as 23h.

No ano passado, a gestão Fernando Haddad (PT) incluiu também palcos em Pirituba (zona norte), M'Boi Mirim (zona sul) e Itaquera (zona leste). Não houve shows na praça das Artes (centro). A iniciativa começou em 2015, com shows apenas no largo da Batata.

"Na Vila Madalena e na região da Sé teremos dois palcos, que ficarão funcionando com programação até mais tarde justamente para estimular as pessoas que queiram continuar se divertindo a se dirigir para esses locais", afirmou o secretário municipal de Cultura, André Sturm, em entrevista à imprensa na manhã desta segunda (13).

Segundo a gestão Doria, "a principal função dos palcos é para dispersão do público dos blocos". "As prefeituras regionais de Pinheiros e Sé reúnem a maior quantidade de blocos e precisam de ações específicas para auxiliar na dispersão, problema que não ocorre na periferia", afirmou, em nota, após a entrevista.

"A cidade tem centenas de opções durante o Carnaval. Regiões que não receberam blocos no ano passado como Aricanduva/Vila Formosa, Capela do Socorro, Itaim Paulista, Perus e Sapopemba terão pela primeira vez desfiles dentro do período oficial entre 17 de fevereiro e 5 de março."

A região da Sé receberá 119 blocos neste ano, 30% do total de 391 blocos confirmados para o Carnaval de rua em São Paulo. Na manhã desta segunda (13), a prefeitura também anunciou que o patrocínio -da Ambev e da Caixa- será de R$ 15 milhões, número quatro vezes superior ao do ano passado, de R$ 3,5 milhões.

"A prefeitura gastará muito menos do que o ano passado", disse Sturm, sem especificar o valor que, segundo a gestão Doria, só poderá ser calculado depois da festa. No ano passado, a prefeitura gastou R$ 7 milhões em infraestrutura.

Acompanhando o crescimento do Carnaval de rua -o número de blocos cresceu em 25%-, a prefeitura aumentou o número de banheiros químicos nas ruas. Serão 14 mil diárias de banheiros químicos, ante 8 mil no ano passado. O número de ambulantes credenciados para a venda no Carnaval dobrou. Serão 8 mil em 2017; em 2016, foram 3.775.

Vila Madalena (zona oeste) e praça Roosevelt (centro) terão circulação restrita. A prefeitura aumentou de 8 para 23 o número de vias onde não serão permitidos os desfiles em Pinheiros. E repetiu medida da gestão Fernando Haddad (PT), proibindo blocos com mais de 20 mil pessoas.

"Ninguém vai ficar com marcador [para contar o número de pessoas]. Não serão os muros que evitarão as pessoas de entrar, mas efetivamente as próprias pessoas", afirmou Sturm. Na Roosevelt, concentração e dispersão de blocos foram vetadas.

Megablocos que se cadastraram para desfilar na Vila Madalena foram deslocados dali para outras regiões. E, segundo a prefeitura, a cantora Daniela Mercury com seu bloco está confirmada para o período do pós-Carnaval, por um valor menor que os R$ 240 mil exigidos inicialmente por Doria para os grandes blocos de fora.

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