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Para burlar bloqueio, PM convoca policiais a se apresentarem a pé no ES

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GERAL

Para burlar bloqueio, PM convoca policiais a se apresentarem a pé no ES

CAROLINA LINHARES, ENVIADA ESPECIAL, E LEONARDO HEITOR

VITÓRIA, ES (FOLHAPRESS) - A Polícia Militar do Espírito Santo convocou policiais a se apresentarem em locais públicos da cidade de Vitória para fazer patrulhas a pé, durante a tarde deste sábado (11).

A ideia é burlar o bloqueio de mulheres, que continuavam acampadas nos portões das unidades de polícia, apesar de acordo firmado na noite de sexta (10). Em vez de se apresentarem nos batalhões, de onde seriam impedidos de sair, os policiais se apresentam em lugares como praças, prefeitura e rodoviária.

Alguns policiais militares já atenderam ao chamado do comandante-geral da PM e se apresentam em pontos da cidade para realizar o patrulhamento a pé.

Na praça Oito, no centro de Vitória, cerca de 50 policiais sem farda se apresentaram até as 17h30 e aguardavam no local, já que não poderiam sair para o policiamento sem o uniforme.

Aproximadamente 60 policiais se apresentaram na rodoviária de Vitória. Segundo o coronel Bassetti, diretor de tecnologia da informação do Quartel do Comando Geral, 70% são oficiais e 30% praças.

Os poucos uniformizados retomaram o trabalho. A Folha de S.Paulo também avistou cinco viaturas na região central da capital.

A convocação determinava que a chamada para os policiais neste sábado aconteceria às 16h e, a partir de domingo, às 8h.

Vinte mortes foram registradas no Espírito Santo entre sexta (10) e a manhã de sábado, segundo informação do Sindicato dos Policiais Civis do Estado. Assim, chegou a 137 o número total de mortos no Estado desde o início do motim da PM.

ACORDO

Nove mortos foram confirmados apenas na manhã de sexta, apesar de acordo firmado entre associações de policiais militares e o governo do Espírito Santo para o fim do movimento, que mantém PMs e bombeiros militares fora das ruas.

Em acordo, o governo estadual não atendeu ao pedido de reajuste salarial, mas ficou de apresentar uma proposta no final de abril deste ano.

Os policiais que não retomaram as atividades estão sujeitos a indiciamento pelo crime militar de revolta, que leva a expulsão do militar e prevê pena de 8 a 20 anos de prisão.

Também poderão ser alvos de processos administrativos internos, que igualmente podem levar à expulsão e são mais céleres que os processos criminais.

Um total de 703 policiais foram indiciados por revolta até sexta (10).

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