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ATUALIZADA - Em nova derrota de Trump, Justiça mantém suspensão de veto a imigrante

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ATUALIZADA - Em nova derrota de Trump, Justiça mantém suspensão de veto a imigrante

ISABEL FLECK

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Uma corte de apelação manteve, nesta quinta-feira (9), a suspensão do decreto de Trump e refugiados no país que vetava temporariamente a entrada nos EUA de refugiados e de cidadãos de sete países de maioria muçulmana. A expectativa é que o governo recorra à Suprema Corte.

Minutos depois de a decisão ter sido anunciada, Trump disse que vai recorrer à Suprema Corte: "VEJO VOCES NA CORTE. A SEGURANÇA DA NOSSA NAÇãO ESTA EM RISCO".

A decisão dos três juízes da 9ª Corte de Apelação, com base em San Francisco, é a terceira derrota legal de Trump sobre uma de suas mais controversas ordens executivas até agora.

A proibição à entrada de cidadãos de Síria, Libia, Irã, Iraque, Iêmen, Somália e Sudão e de refugiados está suspensa desde a última sexta (3), quando um juiz federal de Seattle (Estado de Washington) concedeu uma liminar suspendendo o decreto em um caso movido pelo Estado de Washington. No dia seguinte, corte de apelação já havia se recusado a restabelecer imediatamente o veto.

O governo chegou a tentar "fatiar" a liminar, dizendo que indivíduos que "não têm laços" com os EUA deveriam voltar a ser barrados.

Na última terça, Trump sugeriu que levaria o caso à mais alta corte do país, se fosse derrotado: "Vamos ver. Tomara que não seja necessário".

Na véspera da decisão da corte, o presidente disse que os tribunais do país são muito "políticos" e que a audiência realizada pelos três juízes que anunciaram a decisão nesta quinta foi "vergonhosa".

Trump sustenta que esses países apresentam ameaça terrorista —o Irã, por exemplo, é classificado por ele como o "Estado terrorista número 1"- e, no domingo, disse que o juiz James Robart, responsável pela liminar, e o sistema judiciário deveriam ser culpados se "algo acontecer" nos EUA.

O juiz indicado para a Suprema Corte, Neil Gorsuch, disse a um senador democrata na quinta que os ataques recentes do presidente ao Judiciário eram "desmoralizantes" e "desanimadores".

A declaração foi confirmada por um assessor de Gorsuch, mas nesta quinta Trump disse que o democrata Richard Blumenthal tirou a fala de contexto.

O secretário de Segurança Doméstica, John Kelly, chegou a reconhecer nesta semana que o governo deveria ter esperado mais para soltar o decreto.

"Olhando em retrospecto, eu deveria —e isso é minha culpa— ter atrasado [o decreto] só um pouco, para poder conversar com os membros do Congresso, particularmente com a liderança de comitês como esse, para prepará-los para o que estava por vir", disse Kelly ao Comitê de Segurança Doméstica da Câmara.

Desde a suspensão do decreto, no fim de semana, cidadãos dos países atingidos pela medida aproveitaram a "janela" para embarcar para os EUA antes que a proibição voltasse a valer. A liminar fez com os 60 mil vistos revogados desde a assinatura do decreto fossem revalidados.

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