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ATUALIZADA - Filósofo e crítico literário Tzvetan Todorov morre, aos 77, em Paris

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ATUALIZADA - Filósofo e crítico literário Tzvetan Todorov morre, aos 77, em Paris

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O filósofo, historiador e crítico literário Tzvetan Todorov morreu, nesta terça (7), em um hospital de Paris, aos 77 anos.

Ele, que era considerado um dos grandes intelectuais europeus da atualidade, foi vítima de complicações da AMS (atrofia de múltiplos sistemas), uma doença neurodegenerativa, segundo informou sua família.

Todorov, nascido na Bulgária em 1939, mas radicado na França desde os anos 1960, é autor de clássicos dos estudos literários como "A Literatura em Perigo", "Crítica da Crítica", "Simbolismo e Interpretação", entre outros livros. Seus ensaios influenciaram também a sociologia, a semiótica e a antropologia.

Ele havia recentemente terminado seu último livro, "Le Triomphe de l'Artiste" (o triunfo do artista), que deve sair na França em março.

FORMALISMO

Nascido sob a ditadura na Bulgária, abandonou o país para fugir do comunismo em 1963. As reflexões sobre o autoritarismo se tornariam uma marca importante da sua obra, em livros como "A Experiência Totalitária" e "O Medo dos Bárbaros".

O intelectual teve ainda papel importante na divulgação do formalismo russo no Ocidente, nos anos em 1960 e 1970. O críticos desse ramo da teoria literária, que produziram sua obra na Rússia dos anos 1920, sofreram perseguição política do regime soviético.

No Brasil, esses ensaios estão reunidos em "Formalismo Russo", volume organizado por Todorov e lançado aqui pela editora da Unesp. Seu ensaio "Introdução à Literatura Fantástica" é considerado uma obra seminal no estudo desse gênero literário.

Representante da corrente estruturalista – foi aluno de Roland Barthes (1915-1980) em Paris –, ele se tornou uma figura proeminente da intelectualidade francesa.

Fundou, ao lado do crítico e teórico da literatura Gérard Genette a revista "Poétique" em 1970, antes de passar, nos anos 1980, ao campo da história das ideias. Ele tinha um cargo honorário do Centro Nacional de Pesquisa Científica, mais conhecido como CNRS (seu acrônimo em francês) e foi professor convidado em várias das principais universidades norte-americanas, como Columbia, Harvard e Yale.

O intelectual deixa dois filhos de seu casamento com a escritora canadense Nancy Huston, que durou até 2014.

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