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Ato contra aumento de tarifas termina em quebradeira e confusão no Paraná

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GERAL

Ato contra aumento de tarifas termina em quebradeira e confusão no Paraná

MARTHA ALVES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O protesto contra o aumento das passagens de ônibus na noite desta segunda-feira (6) terminou em quebradeira e confusão no centro de Curitiba (PR). A tarifa passou de R$ 3,70 para R$ 4,25.

O ato, convocado pelas redes sociais, começou por volta das 18h na praça 19 de dezembro. Segurando cartazes, bandeiras e faixas o grupo saiu em caminhada pelas ruas do centro. Nas faixas foram escritas frases, como "4,25 não aceito", "não 4,25" e "se a tarifa não baixar, a cidade vai parar.

Entre os manifestantes havia pessoas com rostos cobertos que começaram a quebrar portas de bancos e estações tubo (pontos de parada de ônibus). Eles também picharam muros com frases, como "4,25 é roubo.

Policiais militares usaram bombas de efeito moral, gás pimenta e balas de borracha contra as pessoas que participavam do protesto. Nas redes sociais, a deputada estadual e ex-ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos Maria do Rosário (PT) criticou a ação da polícia.

"Tropa de choque atira em manifestantes contra aumento abusivo do ônibus que passa a R$ 4,25. Lutar é um direito", escreveu a ex-ministra.

O grupo CWB Resiste, um dos organizadores do protesto, postou o relato e fotos de um manifestante que teve as duas pernas feridas. Ele falou que estava em um cordão de isolamento feito pelo grupo para evitar que os carros invadissem a passeata.

Segundo o militante, os policiais não foram atrás dos "agitadores" que estavam depredando os bancos, mas passaram a atirar nas pessoas que estavam no cordão de isolamento.

"Neste momento eu fui atingido por uma bomba pelas costas e meus companheiros também. Fomos perseguidos e massacrados pela polícia de Greca e Beto Richa", disse, em crítica ao prefeito de Curitiba e ao governador do Estado.

Procurada na madrugada desta terça-feira (7) pela reportagem da Folha de S.Paulo, a Polícia Militar não informou o número de prédios depredados, manifestantes detidos e feridos no protesto.

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