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Praias "queridinhas", como Trancoso e Jericoacoara, têm boa qualidade

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Praias "queridinhas", como Trancoso e Jericoacoara, têm boa qualidade

CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - A bucólica praia de Jericoacoara, no litoral do Ceará, tem pouco mais de 3.000 moradores e, há cerca de dez anos, não passava de uma vila de pescadores.

Mas, debaixo do chão de terra batida, estão 12 mil metros de rede de esgoto, suficientes para suportar a demanda dos 60 mil turistas que visitam a famosa praia da Pedra Furada todo mês -uma das praias com a melhor condição de banho no litoral brasileiro, segundo levantamento da Folha de S.Paulo.

A reportagem analisou dados de balneabilidade de 1.180 pontos de praias monitorados em 14 Estados do país -há praias com mais de um local de análise. Entre esses pontos, 42% foram classificados como "bons" ou "ótimos" para banho, 29% estavam "regulares", e 29%, "ruins" ou "péssimos" por mais de três meses no ano.

Com investimento pesado e um rigoroso controle da sociedade civil, "praias-estrelas" do litoral brasileiro, as queridinhas das agências de turismo, se preservam como das mais bem avaliadas do país.

Além de Jericoacoara, São Miguel dos Milagres, Trancoso, Búzios e Porto de Galinhas são outros dos destinos "nota dez", segundo os boletins dos órgãos ambientais -elas permaneceram próprias para banho ao longo de todo o ano passado, sem exceção.

"Tem que ser assim. Se não preservar o meio ambiente, perde o mel e a cabaça", diz Jair Silva, 31, diretor do Conselho Comunitário de Jeri.

"Aqui é zero por cento poluição. Não chega nada no mar", comenta o secretário de Turismo de Jericoacoara, Ricardo Gusso. Mesmo com cobertura total de esgoto, a cidade já planeja novos investimentos na rede, e conta com a fiscalização ferrenha da população.

"Jeri sempre foi de luta. Acho que a vinda de pessoas de fora ajudou a desenvolver essa criticidade", diz Silva, que trabalha como gerente num restaurante. O conselho comunitário faz mutirões mensais de limpeza na praia, participou da elaboração do plano de saneamento e cobra investimentos constantes da prefeitura.

O peso do turismo e a especulação imobiliária também forçaram balneários como Porto de Galinhas, Tamandaré e Carneiros, em Pernambuco, a obrigarem qualquer novo empreendimento, mesmo casas particulares, a só serem licenciados se projetarem um sistema individual de esgoto, para tratamento de efluentes. Hoje, a prática é comum a todo o Estado.

Em Santa Catarina, a praia de Bombinhas, tida como refúgio ecológico e famosa pela água cristalina e pela prática do mergulho, passou a cobrar taxa de visitação de turistas na temporada passada: são R$ 26 por carro.

A prefeitura argumenta que precisa "minimizar os impactos ao meio ambiente": a cidade tem 18 mil moradores, mas, no verão, a população chega a 500 mil pessoas.

Dos R$ 13 milhões já arrecadados, R$ 4 milhões foram investidos na limpeza da praia. A maior parte dos trechos foi considerada própria ao longo de todo o ano -à exceção do canto sul, onde deságua um córrego. O problema ali, segundo a prefeitura, são ligações clandestinas de esgoto.

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