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Obama reduz pena da militar Chelsea Manning, presa por vazar dados

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Obama reduz pena da militar Chelsea Manning, presa por vazar dados

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em seus últimos dias na Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama autorizou nesta terça-feira (17) a redução de pena de Chelsea Manning, que foi condenada em 2013 a 35 anos de prisão por vazar documentos do Exército.

A ex-analista de inteligência das Forças Armadas recolheu os dados dos sistemas do governo americano durante seu serviço no Iraque e vazou, em 2010, informações para o site WikiLeaks.

Um dos materiais vazados por Manning é um vídeo, divulgado em abril de 2010, que mostra um helicóptero dos EUA matando vários civis em Bagdá, no Iraque, em 2007.

Segundo anúncio da Casa Branca, Manning poderá deixar a prisão em 17 de maio deste ano, em vez de cumprir pena até 2045, como previa sua sentença.

Manning se identifica como mulher transexual e está detida em prisão militar masculina em Fort Leavenworth, no Estado americano do Kansas. Ela tentou se suicidar duas vezes no ano passado.

A concessão de perdão e redução de pena é uma das prerrogativas presidenciais. Obama também concedeu perdão a 64 prisioneiros, em sua maioria condenados por tráfico de drogas.

SNOWDEN

Nas últimas semanas, vinha crescendo a pressão sobre Obama para que usasse o tempo restante de seu mandato para perdoar Manning e o ex-espião Edward Snowden, que está exilado na Rússia.

Snowden revelou em 2013 o escândalo de espionagem das autoridades americanas sobre líderes e cidadãos de outros países.

Em entrevista coletiva na sexta-feira (13), o porta-voz da Casa Branca, Joshua Earnest, afirmou haver "diferenças gritantes" entre os casos de Manning e Snowden.

"Chelsea Manning é alguém que passou pelo processo da justiça criminal militar, foi exposta ao processo legal, foi considerada culpada, foi sentenciada por seus crimes e reconheceu seus erros", disse.

"Snowden fugiu para os braços de um adversário, buscou refúgio em um país que recentemente fez esforços para minar a confiança na nossa democracia", acrescentou o porta-voz, referindo-se às suspeitas de que Moscou interferiu nas eleições americanas por meio de ciberataques.

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