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ATUALIZADA - Pai do atirador de Campinas diz que filho era tímido e retraído

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GERAL

ATUALIZADA - Pai do atirador de Campinas diz que filho era tímido e retraído

PATRICIA PAMPLONA, ENVIADA ESPECIAL, E VENCESLAU BORLINA FILHO

JAGUARIÚNA, SP, E CAMPINAS, SP (FOLHAPRESS) - O pai do atirador Sidnei Araújo, 46, autor de uma chacina que matou 12 pessoas em Campinas, na noite de Réveillon, diz que está abalado.

Arnaldo Araújo, 74, disse à reportagem que o filho, que trabalhava como técnico de laboratório, era tímido e muito retraído. "Ele sempre foi assim. Ninguém sabia pelo o que ele estava passando."

O pai ainda busca explicações sobre o que teria levado o filho a cometer o crime. "O Sidnei era um amor de pessoa. Não bebia, não fumava. Nunca havia entrado em uma delegacia até passar por isso."

Arnaldo também relata estar triste pela família de Isamara, 41, a ex-mulher de Sidnei, também morta na chacina. "Sinto pelo meu lado, mas pelo deles também."

O corpo de Sidnei foi velado no Cemitério Municipal de Jaguariúna, na manhã desta segunda-feira (2). O enterro do corpo ocorreu às 9h27 sob muita emoção de familiares e amigos que estiveram no local.

VELÓRIO COLETIVO

No velório das 12 vítimas da chacina ocorrida no final da noite de sábado (31), em Campinas, o clima é de grande consternação.

Centenas de pessoas, entre familiares e amigos das vítimas, participam da cerimônia. Na manhã desta segunda (2), um padre da paróquia local realizou uma missa no local. Padre Eduardo Meschiatti, 53, afirmou não saber os motivos para o crime, mas disse que o seu principal objetivo é fortalecer a misericórdia dos envolvidos.

"Deus é o Pai de todos. Pela fé, temos que ajudar as pessoas na construção da paz, conscientizar as pessoas para relações de amizade e fraternidade", disse.

Os corpos das vítimas serão enterrados ainda na manhã nesta segunda-feira no cemitério da Saudade, em Campinas.

CRIME

O crime ocorreu no final da noite deste sábado (31), faltando poucos minutos para a virada do ano. O atirador chegou de carro, pulou o muro da casa e começou a atirar.

O alvo principal era Isamara Filier, 41, sua ex-mulher, que também foi atingida e morta pelos disparos. Ela estava separada de Sidnei, que não aceitava o fim do casamento, há cerca de três anos. Parentes do técnico de laboratório dizem que ele se queixava de não poder ver o filho.

A dona da casa onde ocorria a festa de Réveillon era tia de Isamara e também morreu.

Um adolescente de 17 anos que saiu ileso da chacina detalhou em depoimento à polícia como o crime ocorreu. Ele disse que pensou, no início, que o barulho dos tiros era de fogos de artifício.

Só percebeu que seus parentes estavam sendo mortos quando viu um tio caído no chão. Ele perdeu a avó e a mãe na chacina. O pai dele seguia hospitalizado em Campinas.

Escondido no banheiro, o adolescente conseguiu acionar a polícia por telefone e ouviu Sidnei ameaçar Isamara antes de matá-la. "Vou te matar. Você tirou meu filho", disse Sidnei, segundo relato da testemunha.

O jovem de 17 anos também ouviu o desespero do filho do atirador diante da mãe que acabara de morrer: "Você matou a mamãe." Depois disso, complementou o adolescente em depoimento, dois tiros foram ouvidos -possivelmente os disparos que mataram o menino de 8 anos.

Ele ainda informou à polícia que o atirador travava uma batalha na Justiça pela guarda do filho. A separação do casal, segundo a testemunha, teria sido motivada por uma suspeita de que o atirador "havia abusado sexualmente do próprio filho".

Além da pistola 9 mm, com um cartucho reserva, Sidnei carregava dez artefatos explosivos, que foram retirados da casa pelo Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais, da PM). Sidnei também deixou um áudio em um gravador onde se desculpava de "algo que poderia acontecer", além de insultar a ex-mulher. Anos atrás, Sidnei chegou a ter um bar próximo da casa onde houve o crime em Campinas, mas que acabou fechado e demolido para a construção de um prédio.

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