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ATUALIZADA - Escolas e comércio fecham portas após fuga em massa em Franco da Rocha

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GERAL

ATUALIZADA - Escolas e comércio fecham portas após fuga em massa em Franco da Rocha

- Atualizado em 17/10/2016 22:50

THIAGO AMÂNCIO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Blitze em cruzamentos da cidade, policiais revistando ônibus, comércios fechados e escola sem aula. Esse foi o cenário em Franco da Rocha (Grande SP) na noite desta segunda-feira (17), após a fuga em massa de 55 presos do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico.

Os internos fugiram no final da tarde desta segunda-feira (17). Segundo agentes penitenciários no local, os detentos quebraram a prisão, atearam fogo na ala masculina e fugiram por uma mata que cerca o local. Às 21h, 18 fugitivos haviam sido recapturados. A Polícia Militar ainda busca os outros foragidos.

Uma blitz criava um trânsito incomum no bairro Vila Ramos, próximo ao centro de detenção. Policiais paravam quase qualquer carro e revistavam até os ônibus que passavam pelo local. A mesma cena ocorria na entrada da cidade. Perto dali, duas escolas estaduais dispensaram os alunos, segundo funcionários de um posto em frente.

"Trabalho aqui há nove anos e rebelião grande assim eu nunca vi. Aqui para cima era para tudo estar aberto, comércio, bar, mas está todo mundo com medo", diz o frentista Vanderlei de Freitas, 39.

Morador da região, Danilo de Oliveira, 19, diz que a fuga preocupa a todos do bairro. "Fica um burburinho e só se fala nisso. Olha o tanto de policial na rua, parando todo mundo. Não é normal."

A um quarteirão do centro de detenção, o mercado Berton baixou as portas assim que receberam a notícia da fuga. "O pessoal do presidio veio avisar e mandou fechar, na hora todo mundo assustou", diz o vigia Celso Donizetti, 28.

Cerca de meia hora depois, porém, o mercado reabriu. "Vimos que estava tranquilo", diz Donizetti. Imagens mostram os presos fugindo em direção ao parque do Juquery, na direção oposta ao comércio, que fechou de vez às 21h, uma hora antes do previsto, "por via das dúvidas", ele diz.

A universitária Adriana Costa, 24, voltava para casa a pé. "Essa hora, nesse calor, era para ter muito mais gente na rua", diz.

Maíra Leite, 24, só saiu porque estava com o namorado e precisava ir ao mercado. "Não viria sozinha nunca, muito medo de que aconteça alguma coisa comigo", diz, decepcionando-se ao encontrar o mercado fechado.

O guarda civil metropolitano Claudinei Nunes, 51, diz que já está acostumado. "Rebelião e enchente, quem mora em Franco da Rocha sabe o que é. Temos sete presídios na região, tenho mais medo de saidinha, quando liberam 2.500 só aqui na cidade, do que dessa fuga", diz ele, que trabalha há 18 anos na Guarda.

FUGA EM MASSA

No dia 29 de setembro, Jardinópolis (a 329 km de SP, também na região norte do Estado), 470 detentos fugiram do Centro de Progressão Penitenciária local, após um motim em protesto à superlotação do local. Designado a abrigar 1.080 presos em regime semiaberto, o CPP tinha 1.861.

Um dia depois, houve uma nova rebelião no centro de ressocialização de Mococa (a 274 km de São Paulo), no norte do Estado. Segundo o relato oficial, após um dos presos ser flagrado com drogas, internos do centro atearam fogo em colchões e impediram a saída de dois funcionários de uma ala da unidade, tornando-os reféns.

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