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Hamilton de Holanda fecha festival em Ilhabela com gafieira

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GERAL

Hamilton de Holanda fecha festival em Ilhabela com gafieira

- Atualizado em 16/10/2016 13:30

THALES DE MENEZES, ENVIADO ESPECIAL

ILHABELA, SP (FOLHAPRESS) - Depois de quatro dias de shows numa grande estrutura coberta montada no centro histórico do balneário do litoral norte paulista, o festival Ilhabela em Jazz foi encerrado no sábado (15) com um show do mais destacado instrumentista brasileiro da atualidade, Hamilton de Holanda.

"Monstro" do bandolim, ele exibe uma técnica incomparável, que utiliza numa afinidade ampla com gêneros musicais diferentes. Para quem já o conhecia dos trabalhos mais próximos ao choro ou dos encontros memoráveis que teve como grandes nomes da MPB, o show em Ilhabela mostrou mais um Hamilton, em outra praia que frequenta com desenvoltura.

Trata-se do Baile do Almeidinha, um projeto de música dançante que ele tem tocado regularmente no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Com uma formação de banda que inclui sanfona e metais, o bandolinista busca um clima de gafieira e apresenta um desfile de músicas para requebrar.

Como um baile de verdade, a coisa vai esquentando aos poucos. No começo, o público presta atenção nos solos primorosos de Hamilton. Depois, o corpo vai sendo contagiado e passa a comandar a mente. O que vale é dançar.

Foi quando o baile estava na temperatura máxima que o convidado especial Ed Motta subiu ao palco, para cantar quatro músicas. Bem, "cantar" naquele estilo Ed Motta, balbuciando "palavras" incompreensíveis e emulando sons de instrumento. Uma brincadeira vocal, mas sem nenhum ganho efetivo para a apresentação impecável de Hamilton.

Depois de um bom momento com "Colombina", Ed Motta saiu aplaudido e o show foi para suas músicas finais. Hamilton então atacou com o tema de abertura do desenho animado dos "Flintstones", para encerrar no bis com "Timoneiro", de Hermínio Bello de Carvalho e Paulinho da Viola. O público deixou o centro histórico de Ilhabela feliz, cantarolando o refrão "Não sou eu quem me navega/ quem me navega é o mar".

Antes, a última noite do festival teve atrações bem diferentes. Na abertura, a Nelson Ayres Big Band deu uma amostra dos melhores standards do gênero. Entre releituras e composições autorais de Nelson Ayres, uma verdadeira instituição do jazz brasileiro, o show foi daqueles que têm lugar em qualquer festival que pretenda agradar a fãs de várias gerações.

O mesmo fica difícil de ser dito da segunda atração da noite. A cantora e percussionista Vanessa Moreno e o contrabaixista Fí Maróstica apresentaram uma proposta musical muito radical, que gravaram no segundo álbum da dupla. Eles abordam o repertório de Gilberto Gil apenas com voz e baixo.

Os resultados são irregulares. Há grandes momentos, sem dúvida, pelo desempenho da dupla e pela força inegável de algumas canções de Gil que tocam a memória afetiva das pessoas. Mas é evidentemente uma roupagem musical minimalista, rarefeita, que deve render mais numa pequena sala de concerto do que num festival com grande plateia. Mas, como o Ilhabela in Jazz foi realmente uma festa, a dupla saiu do palco sob aplausos entusiasmados.

(*) O jornalista THALES DE MENEZES viajou a convite do festival Ilhabela in Jazz 2016

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