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Stanley Jordan mostra em festival som cada vez mais brasileiro

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GERAL

Stanley Jordan mostra em festival som cada vez mais brasileiro

- Atualizado em 14/10/2016 12:35

THALES DE MENEZES, ENVIADO ESPECIAL

ILHABELA, SP (FOLHAPRESS) - O guitarrista americano Stanley Jordan fez uma celebração de sua aproximação musical com o Brasil na quinta (13), segunda noite do festival Ilhabela in Jazz. Em quase duas horas de show, ele foi ovacionado no palco montado no centro histórico do balneário do litoral norte paulista.

Jordan se apresentou com os dois músicos brasileiros que o acompanham regularmente há 12 anos em shows no país, o baixista Dudu Lima e o baterista Ivan "Mamão" Conti. A sintonia do trio impressiona. Claro que o protagonismo de Jordan é evidente, mas alguns dos melhores momentos do show surgem nas conversas mais intensas entre os músicos.

Falar do virtuosismo de Jordan é chover no molhado. Aos 57 anos, aparentando muito menos, ele conquista plateias desde 1982 com sua exibições de "two-handing tapping". Ele quebra a maneira habitual de se tocar guitarra, segurando as cordas na escala do braço do instrumento com uma mão e batendo nas cordas com a outra.

Jordan desliza suas duas mãos sobre o braço, dedilhando as cordas em batidas com ambas as mãos. O som fica mais encorpado e às vezes pode dar a sensação de que são dois guitarristas tocando ao mesmo tempo.

Outro "truque" de Jordan, recentemente incorporado em suas turnês, é sentar ao piano e tocar os dois instrumentos ao mesmo tempo. A mão direita fica no teclado, enquanto a esquerda segue no braço da guitarra. Olhando para ele isso parece a coisa mais fácil do mundo, mas, definitivamente, não é.

Tanto virtuosismo já bastaria para transformar o show de Jordan em um deleite para fãs de jazz ou blues. E é nos números de blues que ele também canta, e muito bem. Mas a performance dele, principalmente para o público brasileiro, tem outros atrativos.

Seu trabalho constante com os parceiros do Brasil está contribuindo para que ele incorpore elementos latinos com resultados surpreendentes, como a ótima versão de "Clube da Esquina 2" mostrada em Ilhabela. Em vários outros momentos do show ele improvisou sobre temas brasileiros reconhecidos pela plateia entusiasmada.

A noite de quinta teve antes do guitarrista duas atrações. O quinteto Vento em Madeira abriu a programação, trazendo a cantora Mônica Salmaso como a "cereja no bolo", na definição do contrabaixista Fernando De Marco. Fizeram um bom esquenta para o segundo show, com a lenda brasileira (e mundial) do trombone Raul de Souza.

Aos 82 anos, e uma disposição invejável para soprar seu instrumento, o homem que já tocou com todo mundo importante no jazz mostrou alguns clássicos e músicas de seu mais recente álbum, lançado na Europa por selo francês, mas ainda inédito no Brasil.

Monstro sagrado em muitos países, Raul mereceria mais reconhecimento no Brasil. Sorte de quem viu seu show poderoso no festival. O instrumentista ia facilmente do jazz latino a um clima de gafieira, ganhando totalmente a plateia.

O festival continua nesta sexta (14), com destaque para o baixista camaronês Richard Bona, e termina no domingo (16), com show de encerramento do bandolinista Hamilton de Holanda e seu projeto dançante Baile do Almeidinha, tendo Ed Motta de convidado especial.

( * ) O jornalista THALES DE MENEZES viajou a convite do festival Ilhabela in Jazz 2016

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