Comunique à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Crueza de 'Sob Pressão' contrasta com platitude de 'Pequeno Segredo' no Rio

Loading...

GERAL

Crueza de 'Sob Pressão' contrasta com platitude de 'Pequeno Segredo' no Rio

GUILHERME GENESTRETI, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Festival do Rio foi da platitude à crueza na noite desta segunda (10) com a exibição de "Pequeno Segredo", mistério enfim revelado ao público, e "Sob Pressão", thriller que injetou uma boa dose de realismo à brasileira a esta edição da mostra carioca.

Fora da competição, "Pequeno Segredo" fez sua estreia em sessão cheia no Cine Odeon, centro do Rio, e foi aplaudido de pé o final. O filme de David Schurmann virou alvo da maior polêmica do cinema nacional do ano ao desbancar "Aquarius" e levar a vaga na disputa pelo Oscar.

Mas era um longa que quase ninguém tinha visto; estreia comercialmente só em novembro. Para se tornar elegível ao Oscar, deu uma "pedalada": entrou em cartaz numa única cidade, Novo Hamburgo (RS), no mês passado, e logo saiu.

"Pequeno Segredo" é uma megaprodução de R$ 10 milhões inspirada na história real da adoção de Kat, portadora do vírus HIV, pelos velejadores catarinenses Schurmann.

O filme foi malhado pelos críticos, que não perdoaram o retrato tido como piegas da garota que, como descreve o longa, "viveu intensamente como uma borboleta".

Não faltaram farpas para a trilha sonora emotiva que quase não cessa, as mensagens edificantes sobre bullying e xenofobia, as imagens etéreas sobre fadinhas e baleias e as cenas que escancaram o tino comercial dos Schurmann, mostrado em sessões de autógrafos lotadas.

Já "Sob Pressão", que está na competição, vai no sentido oposto: nada é plácido no thriller hospitalar dirigido por Andrucha Waddington ("Casa de Areia"), que aborda a equipe de emergência de um hospital público carioca em zona de conflito.

Júlio Andrade e Marjorie Estiano fazem parte do grupo, que tem de se virar para operar, ao mesmo tempo, um policial, um traficante e o filho de um milionário ali internados. Entocados, os policiais não querem que os médicos operem o bandido; o pessoal do morro ameaça invadir o hospital; e o milionário também pressiona a seu modo.

"É sobre o que é ser médico numa rotina de guerra civil", diz Waddington. "Quando a coisa é precária, os métodos são ainda menos convencionais."

Poucas horas antes da sessão, em Copacabana, o bairro sentiu o gosto de guerra civil ao irromper uma troca de tiros na comunidade do Pavão-Pavãozinho, ali próxima, que deixou três mortos e fechou parte do comércio na vizinha Ipanema.

"Não é a vida que imita a ficção, não. É o contrário mesmo. É isso todo dia", diz o diretor.

O jornalista GUILHERME GENESTRETI viajou a convite do Festival do Rio

O portal TNOnline.com.br não se responsabiliza pelos comentários, opiniões, depoimentos, mensagens ou qualquer outro tipo de conteúdo. Seu comentário passará por um filtro de moderação. O portal TNOnline.com.br não se obriga a publicar caso não esteja de acordo com a política de privacidade do site. Leia aqui o termo de uso e responsabilidade.

Últimas Notícias

OBITUÁRIO

ARAPONGAS 17/01

IDA FONSATTI BORDINHON, 93 ANOS. 
EVANDRO EMANOEL DOS SANTOS GERALDO, 32 ANOS.    

FAXINAL
LUCIANE APARECIDA RIBEIRO PRATEZI, 32 ANOS

BOM SUCESSO 17/01

MARIA DE LOURDES NUNES DA SILVA, 62 anos

MEGA SENA

CONCURSO 1894 · 14/01/2017

21 31 35 53 54 57