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EUA suspendem conversas com a Rússia para paz na Síria

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GERAL

EUA suspendem conversas com a Rússia para paz na Síria

- Atualizado em 03/10/2016 18:30

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em um sinal de deterioração nas relações diplomáticas, os Estados Unidos suspenderam nesta segunda-feira (3) as negociações com a Rússia sobre um plano para pôr fim às hostilidades na guerra civil da Síria.

Os EUA acusam a Rússia de intensificar ataques contra civis em favor do regime do ditador Bashar al-Assad, em particular nas áreas controladas por rebeldes em Aleppo, uma das maiores cidades da Síria e uma das principais frentes de batalha na guerra.

"A paciência de todo mundo com a Rússia se esgotou", declarou Josh Earnest, porta-voz da Casa Branca.

Em nota, o porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby, disse que a suspensão das conversas sobre a Síria "não foi uma decisão tomada sem pensar". Na semana passada, o chanceler americano, John Kerry, havia ameaçado pôr fim às conversas com a Rússia.

Em setembro, uma tentativa de cessar-fogo na Síria promovida pelas duas potências fracassou após um comboio das Nações Unidas com ajuda humanitária ser alvejado. Os EUA acreditam que a Força Aérea da Rússia esteve por trás do ataque.

"Infelizmente, a Rússia fracassou em cumprir seus compromissos (...) e não teve disposição ou capacidade de garantir que o regime sírio cumprisse as medidas acordadas por Moscou", afirmou Kirby. Ele também disse que os EUA manteriam a comunicação com a Rússia para evitar interações acidentais entre forças dos dois países.

A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, disse que seu país lamenta a decisão dos Estados Unidos de suspender as negociações para a paz na Síria.

PLUTÔNIO

O anúncio sobre a suspensão das negociações sobre a guerra na Síria ocorreu poucas horas depois de a Rússia suspender um acordo bilateral com os EUA para a eliminação de plutônio passível de uso bélico.

Assinado em 2000 e expandido em ocasiões posteriores, o tratado prevê que cada país elimine 34 toneladas de plutônio, material suficiente para a produção de até 17 mil ogivas nucleares.

Em decreto, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou os EUA de desrespeitar as obrigações previstas no acordo e de promover "ações de inimizade".

A escalada das tensões diplomáticas entre EUA e Rússia dificulta as perspectivas para o fim da guerra civil na Síria, que se arrasta por mais de cinco e já deixou mais de 300 mil mortos, segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede no Reino Unido.

Os dois países intervêm no conflito em favor de lados opostos. Enquanto os EUA apoiam rebeldes contrários ao regime de Assad, este é aliado da Rússia. É a primeira vez desde a Guerra Fria que Washington e Moscou, as duas maiores potências militares do planeta, se envolvem em lados opostos no campo de batalha. Os dois países também lideram campanhas de bombardeios na Síria contra a facção terrorista Estado Islâmico (EI).

Nesta segunda-feira, o EI reivindicou explosões provocadas por dois homens-bomba no centro da cidade de Hama, controlada pelo regime sírio. O atentado deixou ao menos dois mortos e 12 pessoas feridas.

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