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Votação no plebiscito sobre a paz na Colômbia é encerrada

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GERAL

Votação no plebiscito sobre a paz na Colômbia é encerrada

SYLVIA COLOMBO, ENVIADA ESPECIAL

BOGOTÁ, COLÔMBIA (FOLHAPRESS) - Às 16h do horário local (18h de Brasília) foram fechadas as urnas do plebiscito da paz na Colômbia. Agora, começa a apuração que deve se estender pelas próximas horas. Não foram divulgados ainda os índices de comparecimento e de abstenção. Os 33 milhões de eleitores foram chamados a votar se aprovam ou não o acordo de paz assinado entre o governo colombiano e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Os colombianos que saíram para votar enfrentaram fortes chuvas e alguns alagamentos devido aos efeitos do furacão Matthew, que afetou especialmente a região da costa e causou temporais durante toda a manhã em Bogotá.

Sob guarda-chuvas e vestidos de branco, o presidente colombiano e a família foram logo cedo ao posto de votação da Plaza Bolívar, no centro. O mandatário fez alusão ao fato de que o dia 2 de outubro era o do nascimento de Gandhi. "Esse personagem da história universal que nos ensinou tanto sobre a cultura da não violência. Quero ressaltar essa feliz coincidência porque nós, aqui na Colômbia, também devemos adotar essa cultura."

Já o chefe da campanha do "sim", o ex-presidente César Gaviria, pediu que os colombianos enfrentassem o mau tempo. "Hoje chove. Então que chova, haja trovões e relâmpagos, mas ainda assim convido os colombianos a virem a votar", disse, ao colocar seu voto na urna.

O grande temor dos governistas é que houvesse hoje uma abstenção muito alta (estimava-se que seria entre 40 e 50%), o que poderia colocar em risco a necessidade de o "sim" alcançar os 13% do eleitorado (ou seja, 4,5 milhões de votos), necessário para sua aprovação.

OS DO NÃO

Do lado do "não", o ex-presidente Álvaro Uribe acusou Santos de ter feito pressão sobre prefeitos e governadores. "Eles foram induzidos a comprar votos", disse, acrescentando que rebaixar o patamar constitucional para plebiscitos, de 50% para 13% era algo inconstitucional.

Outro defensor do "não" a comparecer cedo, com a família e munido de guarda-chuvas, foi o ex-procurador Alejandro Ordoñez Maldonado, que declarou que o acordo "pode servir para impor o que foi acordado com a guerrilha, mas nunca para alcançar a concórdia nacional. A polarização não serve para construir paz."

Segundo o ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, não houve incidentes graves durante a votação e foi "uma jornada absolutamente tranquila, sem incidentes de ordem pública".

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