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Com força do sul, Hillary triunfa entre democratas

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Com força do sul, Hillary triunfa entre democratas

THAIS BILENKY, ENVIADA ESPECIAL
ESSEX JUNCTION, VERMONT, EUA (FOLHAPRESS) - Com projeções indicando vitórias importantes na maioria dos 12 Estados e um território que realizaram prévias democratas nesta terça (1), a pré-candidata democrata à Casa Branca Hillary Clinton disparou na frente do senador Bernie Sanders e já mira aquele que vê como seu provável adversário republicano nas eleições gerais, em novembro, Donald Trump.
Hillary teve vitórias folgadas no cinturão negro no sul do país, repetindo o cenário que alavancou a vitória de Barack Obama, em 2008.
Ela ganhou no Alabama, na Geórgia, no Tennessee e no Arkansas (dias antes, vencera na Carolina do Sul). Venceu ainda nos populosos Texas e Virgínia, Estados de peso na convenção partidária. Até a 1h30 de hoje, não havia resultado em Massachusetts, Minnesota e Colorado (este, não vinculante).
Com isso, a ex-secretária de Estado já garantiu o voto de ao menos 334 delegados, e 534 superdelegados (membros do partido que votam na convenção sem seguir os resultados da urnas).
São necessários 2.382 votos para conquistar a candidatura democrata.
Sanders, até agora, soma ao menos 232 votos entre delegados e superdelegados.
O senador venceu em Vermont, seu reduto, e em Oklahoma. Ciente da desvantagem entre minorias, Sanders fez uma campanha menos intensa na região. Sua equipe argumenta que as próximas prévias prometem resultados mais favoráveis no norte o país, como Michigan, onde sua mensagem contra a desigualdade econômica ressoa.
A Superterça, rodada de prévias simultâneas que neste ano incluiu 12 Estados e 1 território, é decisiva porque define o maior número de delegados, 859, em um só dia de toda a corrida.
FOGO CRUZADO
Em discurso em Miami, na Flórida, Estado que promove prévias no próximo dia 15 e alvo da cobiça maior dos candidatos devido a seu peso eleitoral, Hillary se voltou à classe média, prometendo aumentos nos salários e melhorias na educação. E, de novo, alfinetou Trump.
"Está claro que os riscos nessa eleição nunca foram tão altos. E a retórica que ouvimos do outro lado nunca esteve tão baixa", declarou.
"Sabemos que temos trabalho a fazer. Não é fazer a América grandiosa outra vez --a América nunca deixou de ser grandiosa. Temos que unir a América", afirmou, em alusão ao slogan de campanha de Trump, "fazer a América grandiosa outra vez".
A pré-candidata moldou seu discurso para a classe média trabalhadora e apelou às minorias, repetindo inúmeras vezes que era necessário "derrubar barreiras".
Sanders, em comício na cidade de Essex Junction (Vermont), vizinha a Burlington, onde foi prefeito nos anos 1980, disse que não desacelerará o ritmo. "Sei que Hillary e o 'establishment' acham que penso grande demais. Eu não acho", afirmou .
Em um comício no qual cantou e dançou para a plateia, prometendo conquistar "centenas de delegados", Sanders afirmou que sua campanha não é "apenas para eleger presidente, mas para transformar os EUA" e viabilizar a "revolução política".
A campanha do senador ainda mostra fôlego entre os seus apoiadores na arrecadação. Só em fevereiro, mais de US$ 40 milhões foram doados, soma maior que a arrecadada por Hillary, que reconheceu a diferença, mas não informou o total.

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