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Na Superterça, Sanders chama sua campanha de "revolução política"

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GERAL

Na Superterça, Sanders chama sua campanha de "revolução política"

THAIS BILENKY, ENVIADA ESPECIAL
VERMONT, EUA (FOLHAPRESS) - Diante da perspectiva de sofrer derrotas na Superterça, quando 11 Estados americanos realizaram prévias para definir o candidato presidencial do Partido Democrata, o senador Bernie Sanders disse que sua campanha não é "apenas para eleger presidente, mas para transformar a América" e viabilizar uma "revolução política".
"Sei que Hillary [Clinton] e o 'establishment' acham que penso grande demais. Eu não acho", afirmou em comício na cidade de Essex Junction (Vermont), vizinha a Burlington, onde foi prefeito nos anos 1980.
"Nossa campanha está trazendo milhões e milhões de pessoas para o processo político, trabalhadores desiludidos que não votavam mais e jovens que nunca se envolveram", discursou.
A multidão de apoiadores fez longas salvas de palmas, eufórica a cada promessa de campanha feita pelo senador socialista.
Sanders venceu as prévias em Vermont, mas deve encarar derrotas sobretudo nos Estados sulistas que têm grande parcela do eleitorado negra. As minorias têm demonstrado apoio a Hillary.
A Superterça pode desacelerar sua campanha a depender da quantidade do total de 859 delegados que ele conquistar e o desempenho da oponente em Estados com grande eleitorado branco, com os quais Sanders conta para diminuir a diferença.
Para ganhar a candidatura democrata, é necessário obter 2.382 delegados e Hillary chegou ao dia decisivo na frente, com 90 ante 65 de Sanders.
"Ao final desta noite", disse, "vocês verão os resultados, e deixa eu falar uma coisa que a mídia se esquece de dizer. Essa não é a eleição geral, em que o vencedor leva tudo. Ao final desta noite, teremos vencido centenas de delegados."
"Uma revolução política se trata de unir as pessoa, brancos, negros, latinos, asiáticos, gays e héteros. Não vamos permitir que os Donald Trump do mundo nos dividam."
DANÇOU E CANTOU
Ao final do comício, Sanders cantou e dançou no palco abraçado a músicos locais. Seus filhos, netos e a mulher, Jane, estavam junto. Depois ele passeou pelo centro de convenções para cumprimentar os eleitores.
"É muito bom voltar para casa e rever os amigos", disse, com a voz embargada. "Me sinto muito orgulhoso de levar os valores de Vermont para o resto do país."
O senador foi recebido com longas salvas de palma e, a cada promessa de campanha que repetia, a multidão dava gritos eufóricos.
Jerry Greenfield, cofundador da marca de sorvetes Ben & Jerry, abriu o comício e também empolgou os apoiadores.
"Ben e eu nunca fizemos campanha para um candidato presidencial, porque nunca houve um [pré-]candidato presidencial como Bernie Sanders", afirmou, sob uma salva de palmas e gritos. "Bernie Sanders é político, é candidato e é uma pessoa que só se conhece uma vez na vida."
Além da dupla, outros "filhos" de Vermont participam do comício, como o pianista Ben Folds.
Apesar da perspectiva de derrotas, a população local, que o apoia em peso, não parece abalada.
"Ele estava muito energizado, foi lindo", disse sua vizinha Karen Bogdan, 49. "Estou confiante que ainda mais Estados vão embarcar na campanha."
Uma fila se formou três horas antes de os portões serem abertos, mesmo com temperaturas negativas. Partidários de todas as idades trouxeram bonecos e cartazes, alguns dos quais ressuscitando o slogan de campanha do então presidenciável Barack Obama, "Yes, we can" - "Sim, nós podemos".
"Sim, eu estou preocupado. Acho que os jovens fizeram muito barulho nas redes sociais, mas na hora de ir votar não se mobilizam", disse Asher Thompson, 24. "Mas a campanha de Bernie já fez diferença."
Para ele, ao abordar o tema da reforma do sistema de financiamento de campanha e não aceitar a contribuição de grandes doares, Sanders já mudou a pauta política. "Mesmo que não seja o candidato, ele continuará nos inspirando."

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