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Casos de dengue no país crescem 46% 

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SAÚDE

Casos de dengue no país crescem 46% 

Balanço contabiliza casos registrados entre os dias 3 de janeiro e 6 de fevereiro (Divulgação)

 Após registrar número recorde de casos de dengue em 2015, o Brasil já começa a registrar um novo avanço da doença também neste ano, apontam dados do Ministério da Saúde.

Em pouco mais de um mês, o país já soma 170.103 casos prováveis de dengue, segundo boletim atualizado da pasta e elaborado a partir de dados de atendimentos nas unidades de saúde de Estados e municípios.

O novo balanço contabiliza casos registrados entre os dias 3 de janeiro e 6 de fevereiro, após o diagnóstico clínico dos pacientes por equipes de saúde. No mesmo período do ano passado, foram registrados 116.452 casos prováveis da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti - o que indica um aumento de 46% neste ano.

Os dados atualizados indicam que o país já registra 83,2 casos de dengue a cada 100 mil habitantes. A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que há epidemia quando esse índice ultrapassa 300 casos a cada 100 mil habitantes.

Enquanto o número de casos notificados de dengue cresceu no país no início deste ano, o número de mortes já confirmadas devido ao agravamento da doença é menor. Até o dia 6 de fevereiro, nove mortes já foram confirmadas - no mesmo período do ano passado, eram 103.
Ao todo, 19 Estados registraram aumento na incidência de casos prováveis de dengue no início deste ano em comparação ao anterior.

Entre eles, está Mato Grosso do Sul, Estado com o maior índice de casos da doença na população - já são 285 casos a cada 100 mil habitantes. No mesmo período do último ano, essa taxa era de 71,7 casos na mesma proporção.

Em seguida, aparece o Tocantins, com 248,5 casos a cada 100 mil habitantes, seguido de Minas Gerais (230,5) e Espírito Santo (205,2).

MENOS CASOS

Alguns dos Estados mais atingidos pela dengue no início do último ano, no entanto, agora aparecem com um número menor de casos notificados ao Ministério da Saúde. É o que ocorre em São Paulo, por exemplo. No primeiro mês deste ano, o Estado registrou 32.453 casos prováveis de dengue a partir dos atendimentos na rede de saúde. No mesmo período de 2015, os registros somavam 65.408 - queda de 50%.

O infectologista Marcos Boulos, coordenador de controle de doenças no Estado, no entanto, alerta que o número atual de casos pode ser maior, pois muitos municípios ainda não enviaram registros.

Segundo ele, parte da população já adquiriu imunidade contra o vírus da dengue com circulação predominante no Estado, o tipo 1, daí uma redução nos casos já ser esperada.

"A impressão é que há menos casos. Mas também há áreas que agora estão preocupando mais", afirma ele, que cita como exemplos os municípios de Ribeirão Preto e Presidente Prudente, que enfrentam epidemia de dengue.

"Em cidades como Campinas, que tiveram muitos casos no ano passado, há tendência a ter menos dengue, enquanto outras têm boa parte da população ainda suscetível [ao vírus]", completa.

ZIKA E CHIKUNGUNYA

O novo boletim também traz dados de casos de febre chikungunya, outra doença transmitida pelo mesmo vetor da dengue, o Aedes aegypti.

Em 2015, foram 26.952 casos suspeitos da doença em municípios de 12 Estados e Distrito Federal. Neste ano, foram confirmados casos também em três municípios do Ceará. Com isso, a doença passa a ser registrada em 13 Estados e no DF.

Já o vírus da zika tem circulação confirmada em 21 Estados e Distrito Federal. Ficam de fora apenas Acre, Amapá, Sergipe, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Para Boulos, há possibilidade de que parte dos casos hoje classificados como dengue no país sejam de zika, devido à dificuldade em diferenciar as doenças, que têm alguns sintomas semelhantes.

A zika, porém, tem o quadro caracterizado principalmente por febre baixa ou ausência de febre e manchas vermelhas no corpo, além de forte coceira. Já a dengue causa febre alta, dores no corpo, fraqueza e dor atrás dos olhos, entre outros sintomas.

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