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Parte da Biblioteca Nacional fica alagada após temporal no Rio

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Parte da Biblioteca Nacional fica alagada após temporal no Rio

GABRIELLE MOREIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Diversos espaços da Biblioteca Nacional, no Rio, sofreram alagamentos na última sexta-feira (19) em razão da forte chuva que caiu na cidade. De acordo com o órgão federal, o acervo histórico não foi danificado.
Uma "combinação bem infeliz" de elementos, cuja responsabilidade está sendo apurada, resultou na inundação, segundo Ângela Fatorelli, chefe de gabinete da instituição.
De acordo com a porta-voz, canos desconectados, um pequeno buraco aberto para a passagem de um fio terra e a quantidade de água das chuvas causaram o alagamento de parte do edifício na avenida Rio Branco.
O laudo assinado pela Mipe Engenharia, empresa responsável pela avaliação do prédio, informa que uma tubulação de cobre interligada a um tubo de PVC estava desconectada, o que pode ter sido ocasionado pelo alto volume de chuvas dos últimos dias.
"O caminho natural de escoamento [para a água da cobertura] seria através do buzinote localizado na canaleta externa [...], o que não aconteceu, pois o mesmo estava obstruído por raízes de vegetação [...] consequentemente causando as infiltrações e demais vazamentos", diz o documento.
O quinto andar, onde funciona o departamento de pesquisas e editoração, e o segundo andar, de acesso ao público pela avenida Rio Branco foram os mais prejudicados.
"Não registramos danos no acervo. Por enquanto, os danos se resumem a dois teclados. Não posso garantir que foi só isso mesmo, seria leviano de minha parte. Seguimos avaliando", afirma a chefe de gabinete da Biblioteca.
Luciana Muniz, presidente da Associação de Servidores da Biblioteca Nacional (ASBN), acredita outros itens da Biblioteca foram danificados. Segundo a servidora, uma caixa de livros novos, de títulos não informados, também foi atingido.
Ao menos três obras estão em curso no edifício da Biblioteca Nacional, mas somente os reparos na rede elétrica têm uma previsão de data para conclusão, em julho deste ano. De acordo com Ângela Fatorelli, as obras do telhado e da fachada ainda não possuem prazo.
ALVARÁ
A Biblioteca Nacional funciona sem alvará do Corpo de Bombeiros e não há previsão para que a documentação seja regularizada.
"Estamos em contato constante com os bombeiros, há uma série de divergências nos documentos. É sugerida, por exemplo, a instalação de sprinklers (chuveiros ligados automaticamente no caso de incêndios), mas não podemos correr o risco de molhar nosso acervo. Estamos resolvendo essas questões", diz Ângela Fatorelli, chefe de gabinete da Biblioteca Nacional.
Segundo Luciana Muniz, o edifício no centro do Rio não é o único que funciona sem alvará. "Precisamos de uma solução técnica viável. Infelizmente esse não é um quadro exclusivo nosso, muitos museus estão funcionando sem alvará", diz. Luciana.

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