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Cameron anuncia referendo sobre permanência na UE em 23 de junho

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GERAL

Cameron anuncia referendo sobre permanência na UE em 23 de junho

FERNANDA GODOY
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Enfrentando divisões dentro de seu gabinete, o premiê britânico, David Cameron, anunciou neste sábado (20) que o referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE (União Europeia) vai ser realizado no próximo dia 23 de junho.
O anúncio vem um dia após Cameron conseguir um acordo com a UE em que o bloco faz concessões ante exigências britânicas.
"A questão neste referendo é: estaremos mais seguros, mais fortes e mais prósperos trabalhando juntos dentro de uma União Europeia reformada, ou fora, sozinhos?", disse Cameron.
O premiê promete defender "de corpo e alma" o acordo fechado com a UE.
"Acredito que deixar a Europa ameaçaria nossa segurança nacional e nossa economia", afirmou Cameron, acusando os defensores do "não", muitos dos quais estão nas fileiras de seu Partido Conservador, de oferecer "risco numa época de incerteza, um salto no escuro".
Foi a primeira vez que o gabinete britânico se reuniu em um sábado desde a Guerra das Malvinas, em 1982.
Para enfatizar o peso histórico do referendo, Cameron definiu a decisão de junho como uma das mais importantes que os britânicos terão que tomar ao longo da vida, algo que afetará a identidade do país e o futuro das novas gerações.
"Não amo Bruxelas, amo a Grã-Bretanha. Sou o primeiro a dizer que há muitas maneiras de aperfeiçoar a União Europeia", disse Cameron.
O acordo fechado com a UE limita alguns direitos trabalhistas de imigrantes nos próximos sete anos. Os estrangeiros, mesmo que venham de outros países da Europa, terão de esperar quatro anos antes de ter direito a um benefício pago a trabalhadores de baixa renda. Os benefícios por filho menor de idade serão baseados no custo de vida do país de origem.
Os termos acertados também protegem a City de Londres das regulações do mercado financeiro europeu e garantem que o Reino Unido fique fora do projeto de uma "união sempre mais estreita" com a Europa, um conceito fundador da UE.
"Nunca vamos adotar o euro, nunca faremos parte dos resgates da zona do euro, nunca faremos parte da área de trânsito livre, sem controle de passaportes, nem faremos parte de um super Estado europeu", disse Cameron.
Esta será a segunda vez que o Reino Unido fará um referendo sobre sua permanência no projeto europeu. Em 1975, venceu o "sim".
FOGO AMIGO
Desta vez, as dificuldades do líder conservador começam dentro de sua equipe.
O ministro da Justiça, Michael Gove, anunciou na sexta-feira que fará campanha pelo "não". Outros cinco ministros devem segui-lo.
Cameron disse, em seu pronunciamento deste sábado, que os ministros terão liberdade para dar opinião, a título pessoal, mas que a posição do governo é pró-permanência.
O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, afirmou que o principal objetivo de Cameron nas negociações dos últimos dias foi "apaziguar seus oponentes dentro do Partido Conservador".
"O acordo fechado por Cameron é uma oportunidade perdida para fazer as mudanças necessárias. Farei campanha pelo 'sim' porque isso trará empregos, investimentos e proteção para os trabalhadores e consumidores britânicos", disse Corbyn.

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