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Candidato opositor é detido pela 3ª vez em uma semana em Uganda

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GERAL

Candidato opositor é detido pela 3ª vez em uma semana em Uganda

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pela terceira vez nesta semana, a polícia de Uganda deteve Kizza Besigye, o principal candidato da oposição nas eleições presidenciais.
A detenção ocorreu na sede de seu partido, o Fórum pela Mudança Democrática. Em frente ao local, forças policiais também entraram em confronto com simpatizantes do candidato, utilizando gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e atirando para o alto.
Segundo o partido, a polícia não informou para onde Besigye seria levado.
Além disso, a polícia montou guarda em frente à casa de Amama Mbabazi, ex-primeiro ministro que também está concorrendo nas eleições presidenciais deste ano. Segundo a porta-voz de Mbabazi, o candidato interpretou a ação como uma proibição do governo a que ele saia de casa.
Nesta quinta (18) e sexta (19) ocorreram as eleições presidenciais no país. No entanto, a oposição acusa o governo de tentar fraudar o processo.
O atual presidente, Yoweri Museveni, 71, está desde 1986 no poder. Em 2005, ele organizou uma reforma constitucional de modo que pudesse continuar concorrendo à Presidência. Resultados preliminares (a partir de 23% das urnas) mostram que ele lidera as eleições, com 62% dos votos, contra 33% de Besigye.
No final da tarde de quinta (18), Besigye ficou detido por algumas horas após ir a uma casa em Campala, a capital, onde seu partido acreditava que cédulas de votação estavam sendo adulteradas. A polícia alegou que aquele era um posto de segurança e que o candidato tinha invadido uma propriedade do governo.
Ele já havia sido detido na segunda-feira (15), durante um ato de campanha, e solto logo em seguida. Durante a repressão da polícia a um protesto de simpatizantes de Besigye contra essa detenção, uma pessoa morreu.
Besigye, 59, trabalhou como ministro do interior para Museveni em seu primeiro mandato. Em 1999, rompeu com o presidente, alegando que ele não era mais um democrata. Desde então, foi derrotado em 2001, 2006 e 2011 já no primeiro turno em disputas presidenciais.

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