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Após aula sobre aedes, ministro ouve cobrança de pesquisadores da UnB

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GERAL

Após aula sobre aedes, ministro ouve cobrança de pesquisadores da UnB

NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após ministrar uma aula em uma escola particular sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti durante uma nova mobilização federal contra o mosquito, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, acabou por ouvir outra "mini-aula" ao ser recebido por pesquisadores na Universidade de Brasília na manhã desta sexta-feira (19).
Em visita ao Instituto de Ciências Biológicas, Castro ouviu explicações sobre o vírus da zika e produção de larvicidas contra o Aedes aegypti e foi alvo de "indiretas" por maior apoio em pesquisas na área.
"Todas as pessoas da virologia do Brasil precisam de apoio. Sempre precisaram", disse o professor Bergmann Ribeiro, ao citar alguns trabalhos em curso no país.
Segundo Ribeiro, há diversos arbovírus como o zika que poderiam ser alvo de novos estudos.
"Temos várias espécies diferentes de mosquitos. E esses mosquitos na Amazônia têm arbovírus, que podem ser potencialmente infectivos a seres humanos. Nós poderíamos desde já estudar isso", afirmou.
Sem respostas, Castro então citou as pesquisas em andamento feitas pelo Centro de Controle de Doenças, dos Estados Unidos, para investigação da relação do vírus zika com a microcefalia e as parcerias entre laboratórios como o Butantan e NIH (Institutos Nacionais de Saúde) e o Instituto Evandro Chagas e a Universidade do Texas, para desenvolvimento de uma vacina contra o vírus.
Ainda durante a visita, o ministro disse que, segundo os pesquisadores, há possibilidade de que a vacina contra o vírus da zika esteja disponível para testes "em menos de um ano".
"Todas as informações que temos é que essa vacina poderá ser desenvolvida em um tempo muito exíguo. Nós falamos em um ano e eles estão antecipando esse prazo", afirma.
AULA E VISTORIA
Mais cedo, o ministro deu uma aula sobre o Aedes aegypti para cerca de 280 alunos do 9º ano do ensino fundamental e 2º ano do ensino médio do colégio Cimam, em Brasília, ao lado do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB).
Na chegada, enquanto o governador era tietado pelos alunos por "uma selfie", Castro estendia a mão para cumprimentar o grupo.
"E esse mosquito, vamos para cima dele ou não vamos?", perguntou aos alunos que o esperavam do lado de fora do auditório antes do evento.
Em tom didático, Castro descreveu a diferença dos sintomas de dengue, zika e chikungunya. "Esse zika é mais traiçoeiro", disse, ao citar que os sintomas são mais brandos que os da dengue. "Mas a zika causa uma má-formação na criança quando a mãe está gestante."
A descrição, no entanto, logo se transformou em discurso sobre as ações do governo contra o Aedes aegypti.
"O mosquito vive em 113 países no mundo e não conseguiram eliminar. Mas a luta está perdida? Vamos baixar a guarda? De maneira nenhuma. Todos estão mobilizados", afirmou. "O mais importante, indispensável e imprescindível é a participação de vocês."
LONGE DA META
Apesar da mobilização, balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta sexta-feira mostra que, a poucos dias do prazo estabelecido como meta pelo governo para vistoriar todos os imóveis do país contra o Aedes aegypti, menos da metade já passaram por inspeções.
Até a última quarta-feira (17), cerca de 40,9% dos imóveis do país, ou 27,4 milhões, já tinham sido visitados por agentes comunitários de saúde e de controle de endemias. Inicialmente, a meta era visitar 100% das residências e prédios comerciais e públicos até o fim de fevereiro.
Questionado, Castro disse que a meta é "necessária" e evitou falar em possíveis atrasos. Segundo ele, a meta ainda pode ser atingida até o fim deste mês. "Estamos trabalhando para isso", disse.

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