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Bloco pequeno na Lapa atrai foliões em busca de "clima de bairro" no pós Carnaval

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GERAL

Bloco pequeno na Lapa atrai foliões em busca de "clima de bairro" no pós Carnaval

WALTER PORTO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar de estar tomando proporções cada vez maiores, o Carnaval de São Paulo também abre alas para bloquinhos pequenos e autorais, que brotam em bairros fora da rota das grandes avenidas.
Na concentração do bloco Nu Vuco Vuco, na praça Cornélia, na Lapa (zona oeste de SP), não havia mais que poucas centenas de pessoas.
"A intenção não é mesmo massificar", diz Pedro Rodrigues, 30, diretor de bateria do bloco e, fora do Carnaval, professor de filosofia e sociologia do ensino médio. Ele conta que o bloco saiu às ruas pela primeira vez em 2015, mas que os grupos de música que o compõem se conhecem há mais de década.
Alessandra Bassani, advogada de 28 anos, diz que veio procurando uma festa menor, "de bairro", para diferenciar dos blocos a que foi na semana passada. "Fui no Ilú Obá de Min, no Tarado Ni Você, e agora queria experimentar uma coisa diferente e sair do eixo Centro-Consolação", conta.
O Nu Vuco Vuco toca ritmos afro-brasileiros, incluindo samba-reggae, afoxé e marchinhas clássicas. Luana Freire, 29, outra organizadora do bloco, ao ser questionada sobre a razão do repertório, é categórica: "porque é Carnaval." "É manifestação cultural, a música das ruas", argumenta.
O público do bloco se dividia entre entusiastas da música afro e gente da vizinhança. Já o antropólogo Raoni Costa, 31, vestido com camisa de motivos africanos e ramos de flores pendurados na cabeça, diz que veio porque "a mina com quem está ficando" toca no bloco. Além disso, ele diz que toca no Te Pego no Cantinho, que sai amanhã. "São blocos irmãos, aí quem toca em um vai no do outro".
Na praça Cornélia, veem-se jovens de fantasia dançando animados ao redor do carro de som, em meio a idosos e crianças. A professora de artes Tamara Takaoka, 33, traz num canguru a filha Clarice, de 5 meses e vestida de Mulher-Maravilha. "É o primeiro bloco adulto que venho. Acho que vai ser tranquilo, não tem perigo."
Marisa Dal Corso, 71, dança com os braços enquanto balança um colar de flores e passa entre os foliões de um em um, puxando papo. Ela conta que mora numa rua próxima e é o primeiro bloco a que vem no Carnaval.
Diz que ainda vai trabalhar na noite deste sábado - é encarregada do setor VIP de uma boate - e que foi operada de um câncer de mama há cinco meses. "Mas até onde der, eu vou hoje", diz, abrindo um sorriso.
A concentração do Nu Vuco Vuco começou às 13h, mas o bloco só tomou as ruas às 15h45.
O bloco desceu pela rua Crássio, por onde andou duas quadras, voltando pela rua Cláudio, em direção à praça Cornélia. Duas horas depois da saída, o Vuco Vuco estava estacionado, mas a música prosseguia.
O percurso foi embalado por sucessos de artistas como Daniela Mercury, Caetano Veloso e Olodum, além de um samba-enredo próprio da escola, cuja letra foi distribuída aos foliões para que cantassem junto.
Em certo momento, uma cantora do bloco aproveitou o intervalo entre músicas para dar um recado, após receber reclamações de assédio. "Respeita as mina," gritou ela, aplaudida. "Quando a mina quiser ser tocada, ela não vai deixar réstia de dúvida."

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