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Nos primeiros 20 dias do ano, casos de dengue crescem 48% e chegam a 73 mil

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GERAL

Nos primeiros 20 dias do ano, casos de dengue crescem 48% e chegam a 73 mil

NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Apenas nas três primeiras semanas deste ano, o número de casos notificados de dengue disparou e já chega a 73 mil registros no país - um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia 49 mil casos.
Ao todo, 15 Estados tiveram aumento nos casos de dengue nos primeiros 20 dias de 2016 em comparação ao mesmo período de 2015, ano em que foi registrada a pior epidemia da doença no país.
Os dados, que fazem parte de novo balanço do Ministério da Saúde, reforçam a avaliação de que a dengue têm preocupado mais cedo a cada ano.
Historicamente, o auge dos casos de dengue ocorre próximo a abril. No último ano, porém, o aumento começou a ser registrado desde outubro - e disparou nos primeiros dias deste ano.
Os casos são informados ao Ministério da Saúde por municípios e Estados, após atendimento de pacientes nas unidades de saúde. A doença é diagnosticada por exames clínicos.
Para o infectologista Carlos Magno Fortaleza, professor da Unesp, o alto número de casos mais cedo aponta a possibilidade de uma epidemia "de grandes proporções" neste ano.
"Isso mostra uma epidemia que não está no início, mas que, em janeiro, já está de vento em popa", afirma.
Ele considera que o período de comparação, porém, ainda é curto para dizer se a situação será pior do que em 2015, quando o país registrou mais de 1,6 milhão de casos em todo o ano.
Um dos Estados com maior número de casos é Minas Gerais, que já registra 19 mil notificações de dengue somente nas três primeiras semanas de 2016. Eram 2.977 no mesmo intervalo de 2016.
São Paulo, por sua vez, teve uma leve queda nos registros neste mesmo período: passou de 24 mil para 18 mil. Ainda assim, o Estado, um dos maiores afetados pela epidemia no último ano, já é o segundo em número de casos.
Uma das cidades que registra aumento de casos de dengue é a capital paulista, como a Folha de S.Paulo revelou nesta quinta-feira (11). Lá, o número de casos confirmados da doença teve aumento de 40% nas três primeiras semanas deste ano em comparação ao mesmo período de 2015, segundo dados da prefeitura.
MORTES
Enquanto o número de casos mostra crescimento, o número de mortes diminuiu no mesmo período. De 50 mortes no início de 2015, o número caiu para quatro neste ano, uma redução de 92%.
Já o número de casos graves de dengue ou com sinais de alarme - quando a doença pode se agravar rapidamente - passou de 622 para 146 neste ano.
Em geral, os sintomas da dengue são febre alta, dores de cabeça, dores musculares, náuseas e vômitos. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar sangramentos, queda de pressão arterial e insuficiência respiratória.
Para o Ministério da Saúde, essa diminuição no número de casos graves e de mortes indica que as unidades de saúde estão mais alertas para a doença, o que permite que os casos sejam tratados mais rapidamente, informa.
OUTRAS DOENÇAS
O aumento de casos de dengue também acende o alerta para o risco de outras doenças transmitidas pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegypti, como zika e chikungunya.
Hoje, o vírus zika já tem circulação confirmada em 21 Estados do país, além do Distrito Federal. Já a chikungunya têm ao menos 20 mil casos notificados desde 2015.
Apesar do alerta pelo avanço dos novos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, o infectologista Carlos Magno Fortaleza reforça que é preciso manter o alerta para diagnosticar rapidamente os casos de dengue.
"Dengue é muito mais perigoso que zika. Já são três mortes por zika. Mas o número de mortes por dengue ainda é muito maior", ressalta.
Segundo ele, alterações climáticas, com períodos mais longos de calor, somados ao acúmulo de água e lixo nas cidades, fatores que facilitam a proliferação do mosquito transmissor, colaboram para o aumento de casos.
"Temos um comportamento humano urbano cada vez mais propício à proliferação do mosquito. Precisamos de uma grande mudança de hábito", afirma, referindo-se à necessidade de eliminação de criadouros do mosquito.
"Não iremos resolver o problema do mosquito só com repelente ou veneno. Ou tomamos medidas, ou vamos ter dengue por muito tempo como temos agora."

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