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Depois de 13 anos sem títulos, Mangueira é a campeã do Carnaval do Rio

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GERAL

Depois de 13 anos sem títulos, Mangueira é a campeã do Carnaval do Rio

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após 13 anos sem vencer, a Mangueira é a campeã do Carnaval do Rio em 2016.
É o 19º título da escola do Morro da Mangueira, no centro do Rio, que não vencia desde 2002 e é a segunda maior campeã do Carnaval carioca. A Portela ainda é a maior vencedora, com 21 títulos.
Neste ano, a escola cantou a vida e a carreira de Maria Bethânia. O desfile homenageou Bethânia e seu orixá, Iansã. Refletiu o sincretismo, com carros dedicados a Oyá e um altar de devoção católica.
O samba rápido e de refrão de fácil assimilação foi pescado rápido pela plateia, que cantou junto.
Participaram do desfile o irmão da cantora, Caetano Veloso, além do cineasta Andrucha Waddington, Adriana Calcanhotto, Zélia Duncan, Paula Lavigne, Ana Carolina, Renata Sorrah e outros artistas.
APURAÇÃO
No primeiro quesito da apuração –samba-enredo– sete escolas saíram na frente, ao conseguir somar 30 pontos (três notas dez): Beija-Flor, Unidos da Tijuca, Vila Isabel, Salgueiro, Portela, Imperatriz e Mangueira.
Críticos já apontavam a disputa deste ano como das mais difíceis, visto que houve uma profusão de sambas marcantes e desfiles sem erros. Nenhuma escola perdeu pontos por descumprir o regulamento.
A disputa foi acirrada e desde o início quatro escolas disputavam décimos. Salgueiro e Mangueira se revezavam no topo da colocação.
As notas do segundo quesito –enredo– mostraram que, embora as escolas tenham conseguido representar na avenida as suas escolhas, alguns temas não agradaram.
Apenas Mangueira, que homenageou Maria Bethânia, Salgueiro, os malandros, e Vila Isabel, sobre Miguel Arraes, somaram 30 pontos no quesito enredo.
As comissões de frente que mais agradaram os juízes foram as da Beija Flor, Grande Rio, Unidos da Tijuca e Salgueiro. Nas fantasias, destacaram-se a Unidos da Tijuca, São Clemente, da carnavalesca Rosa Magalhães, e Portela.
A Portela, que tinha ficado para trás em enredo, se recuperou com fantasias desenvolvidas pelo carnavalesco Paulo Barros.
Ao final do quinto quesito, mestre sala e porta bandeira, quatro escolas estavam empatadas no primeiro lugar: Tijuca, Salgueiro, Portela e Mangueira. Somente após a apuração do sexto quesito, harmonia, que a disputa ficou acirrada entre Salgueiro e Mangueira, empatadas em pontos.
Seis escolas empataram no quesito harmonia, o que não mudou a classificação geral. Ao final da evolução, que verifica a passagem da escola na avenida, Mangueira passou na frente de Salgueiro.
O quesito bateria teve um problema. Um dos julgadores não apareceu. Foi considerada, então, a nota mais alta dos outros três jurados. A nota mais baixa, como manda o regulamento, foi descartada.
Mangueira e Salgueiro seguiram empatados até o último quesito. Ao final do penúltimo quesito, bateria, Tijuca e Portela estavam a apenas um décimo dos líderes.
A apuração foi tranquila. A ordem de leitura dos quesitos, definida por sorteio, foi: samba-enredo, enredo, comissão de frente, fantasias, mestre-sala e porta-bandeira, harmonia, evolução, bateria, e alegorias e adereços.
Alegoria e adereços foi o quesito usado para o desempate entre as agremiações que obtiveram a mesma pontuação.
Foi rebaixada para o Grupo de Acesso a escola Estácio de Sá.

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