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Atendimento de suspeita de dengue e zika demora até 5 horas em Ribeirão

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GERAL

Atendimento de suspeita de dengue e zika demora até 5 horas em Ribeirão

MARCELO TOLEDO
RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Estirada em um banco duro de madeira, uma aposentada aguarda para ser submetida a um exame de sangue que atestará se ela tem ou não dengue. Ao seu lado, outra mulher, com suspeita de ter contraído zika, também aguarda para passar por exame, numa espera que já supera quatro horas.
No mesmo corredor, mais de 30 pessoas estão na mesma situação das duas. Esse é o quadro encontrado nesta terça-feira (9) em uma unidade de saúde de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), por causa da epidemia de dengue e do surto de zika que o município enfrenta.
Na UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde) do bairro Quintino Facci, 2, na periferia da cidade, pacientes deitados no gramado da praça em frente devido à falta de leitos ou tomando soro ao ar livre numa temperatura superior a 30ºC foram imagens comuns no feriado prolongado de Carnaval, segundo pessoas que esperavam atendimento e funcionários. Houve casos em que a espera superou oito horas.
A cidade, que decretou emergência, já registrou 927 casos confirmados de dengue apenas na primeira quinzena deste ano, segundo a Vigilância Epidemiológica, e 18 suspeitas de febre chikungunya. As três doenças, incluindo a zika, são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Em todo o ano passado, foram confirmados oito casos de zika, dois de chikungunya e 4.949 de dengue na cidade. A projeção da própria prefeitura é que o total de confirmações de dengue chegue a 60 mil apenas no primeiro semestre deste ano.
A aposentada Arlecina Freitas, 62, que tem problemas cardíacos, era uma das pessoas que aguardavam atendimento. "Está muito difícil, ninguém orienta nada. Mandam a gente vir para esse corredor e esperar, mas isso já faz mais de três horas", disse a diarista Eliete Freitas, filha da aposentada.
Ela voltou ao local pela segunda vez em dois dias. Nesta segunda (8), dia de maior fluxo de pacientes no local, com muitas dores no corpo ela esteve na UBDS fazer um exame de dengue. Sem local adequado para repousar, deitou-se no gramado em frente à unidade. "Cheguei às 16h e só fui embora bem depois das 23h", disse.
Um dos ventiladores do espaço estava quebrado nesta terça, o que agravava as queixas dos pacientes, que em sua maioria apresentava febre. A temperatura externa era de 34ºC.
Era o caso de Ana Paula Ananias, 35, que, além de febre, apresentava fortes dores nas articulações, manchas avermelhadas em todo o corpo e coceira. Funcionários suspeitaram de zika e, mesmo assim, a espera para passar pelo exame de sangue superou quatro horas - sem que nenhuma medicação fosse receitada no período para aliviar os sintomas.
"É muito difícil suportar isso tudo sem ser medicada. E ainda sofrer sem saber exatamente o que tenho, se é dengue ou zika", afirmou.
Só em dezembro foram registrados 62 casos suspeitos de zika na cidade. Mas o número pode ser muito maior, já que 140 grávidas que apresentaram manchas avermelhadas no corpo foram submetidas a exames para identificar se contraíram o vírus da doença, que vem sendo associado à microcefalia em recém-nascidos.
Os resultados ainda não foram divulgados.
POLO EXCLUSIVO
Procurada, a Prefeitura de Ribeirão Preto confirmou, por meio da CCS (Coordenadoria de Comunicação Social), que a espera para atendimento de pacientes com suspeita de dengue tem sido de quatro a cinco horas, por causa do aumento excessivo da demanda nas unidades de saúde da cidade.
Ainda de acordo com a administração, isso ocorre porque o paciente necessita, em média, de três atendimentos –hidratação, exames e acompanhamento.
Por causa da epidemia, a prefeitura vai abrir nesta quinta-feira (11) o Polo de Dengue de Ribeirão Preto, na UBDS Castelo Branco. Será uma unidade destinada a atender pacientes que necessitam de hidratação, transferidos de outros postos de saúde -não fará, portanto, o atendimento inicial de casos suspeitos no polo.
Além disso, a administração está caçando' médicos e agentes de endemia para reforçar as equipes. No caso de gestantes, a orientação é que procurem as unidades de saúde em que já são atendidas.

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