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Humorista defende debate com menos Trump e mais substância

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GERAL

Humorista defende debate com menos Trump e mais substância

THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - A julgar pela influência ou, ao menos, o "timing" perfeito do humorista John Oliver ao defender a queda do ex-presidente da Fifa Joseph Blatter ou ao apontar injustiças no sistema criminal de Nova York, as eleições americanas deste ano podem ser nutritivas. O inglês radicado nos Estados Unidos quer dar mais sustância ao debate político.
"Há muitos lugares aos quais podemos ir para buscar piadas engraçadas sobre Donald Trump, mas, com todo esse glacê que ele oferece, temos que dar um jeito de pôr alguma proteína nesse cardápio [noticioso]", comentou, em uma coletiva na quarta-feira (3), em Nova York.
Às vésperas de estrear nova temporada de seu programa satírico "Last Week Tonight" na HBO, Oliver já sabe o que não fazer: dar corda a excentricidades dos pré-candidatos.
"Seria tentador fazer 20 minutos de piadas sobre Trump, mas 60 segundos são suficientes."
Para Oliver, o sistema eleitoral americano é tão excruciante, as prévias, tão longas, os postulantes têm de persuadir grupos de eleitores tão específicos e depois tão abrangentes que os resultados são esdrúxulos.
"Com essas armadilhas, será interessante ver como a fauna [de candidatos] vai florescer."
Oliver é competente ao destrinchar mecânicas intrincadas. Em um vídeo com 10,6 milhões de visualizações no Youtube, ele explicou de forma cômica a neutralidade da internet.
O site da agência de comunicações americana, que regula também a internet, saiu do ar por ele ter pedido que o público reclamasse de interferência de interesses privados na rede.
Depois, o debate no país sobre o tema, ainda em curso, mudou de rumo.
Quando criticou o sistema criminal de Nova York, dizendo que a indústria de fianças acaba sendo uma condenação dos mais pobres à cadeia, o prefeito Bill de Blasio anunciou uma reforma.
Um dia depois de chamar Blatter de o "pior fiasco" da história da Fifa, o cartola renunciou.
A ideia na terceira temporada é mirar, entre outros temas, o sistema eleitoral americano, "menos as personalidades e mais o processo em si", inclusive o financiamento de campanha.
"Atualmente, custa US$ 1 bilhão para você perder a eleição e não morar na Casa Branca", observou.
Um jornalista perguntou se, portanto, ele admirava as críticas com viés socialista do pré-candidato Bernie Sanders a doações de bancos e empresas.
"Definitivamente não", rebate. "Ele ainda acabará se comprometendo com o dinheiro, não há como não fazê-lo." Pausa. "A menos que você seja Donald Trump", que financia a própria campanha, concluiu.
MODÉSTIA
Oliver é cria do humorista Jon Stewart, que comandou por mais de 15 anos o "The Daily Show" e influenciou milhões de jovens americanos cuja fonte básica de informação era o programa.
O inglês atuava na atração e chegou a apresentá-la durante uma licença do titular.
Oliver minimiza a influência dos populares "talk shows" entre o público e autoridades. "As pessoas exageram" ao apontar consequências práticas de seu programa.
De toda forma, ele diz não se preocupar com isso. "Quando acaba um programa, minha única preocupação é com o próximo."
Comparar comédia com jornalismo, para ele, é como comparar comédia com fundos de investimento. Não faz sentido. "E se fizerem isso, eu me mato", brincou.
É verdade que há uma equipe investigativa que faz apurações jornalísticas de fôlego para que as piadas sejam precisas e baseadas em fatos reais.
Mas o único objetivo do método é garantir que a brincadeira "não colapse" e o público ria, afirma.
No estilo "não faça o que eu digo, faça o que eu faço", o comediante sugeriu que quem quiser se informar que assista à série de ficção "The Good Wife". "Teve um episódio sobre o caucus em Iowa", zoou.

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