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Investigação sobre chacina no Paraná é mantida em sigilo pela Polícia Civil

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Investigação sobre chacina no Paraná é mantida em sigilo pela Polícia Civil

WILHAN SANTIN
LONDRINA, PR (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil do Paraná mantém em sigilo as investigações sobre os 11 homicídios que aconteceram entre a noite de sexta-feira (29) e a madrugada de sábado (30), em Londrina, norte do Estado.
A primeira morte, segundo os bombeiros, foi registrada por volta das 20h30 de sexta. A vítima foi o soldado da PM Cristiano Luis Bottino, 33.
Segundo a PM, ele ia para casa após o trabalho quando reduziu a velocidade do carro para passar numa lombada e dois homens em uma moto encostaram e atiraram. O soldado morreu na hora.
Pouco depois, entre as 23h30 do dia 29 e as 3h35 do dia 30, dez pessoas foram assassinadas e outras 15 foram baleadas. Todas eram civis.
Em resposta, a PM deslocou 80 homens de outras cidades para Londrina. Policiais civis de Curitiba também ajudam nas investigações.
Segundo o tenente-coronel Marcos Antônio Wosny Borba, responsável pelo Segundo Comando Regional da PM do Paraná, oito pessoas foram presas nas últimas horas, entre as quais, três homens que fugiram da Casa de Custódia de Londrina na madrugada dos homicídios.
No entanto, não havia ligação deles com as mortes.
O tenente-coronel diz não descartar a hipótese de policiais estarem envolvidos nos crimes como vingança pela morte do soldado Bottino.
A Polícia Civil não comenta as investigações. Vinte inquéritos policiais foram abertos para apurar os crimes.
O Ministério Público do Paraná está acompanhando as investigações. Segundo o promotor Jorge Barreto da Costa, coordenador do Gaeco em Londrina, por enquanto a Promotoria irá apenas auxiliar a Polícia Civil e a PM.
ENCAPUZADOS
Dos dez civis mortos, há apenas uma mulher, de 34 anos. Os demais são homens, entre 19 e 36 anos. A reportagem apurou que ao menos cinco tinham antecedentes.
Um homem que estava em um bar onde a estudante Adriana Rodrigues, 34, foi morta e outras três pessoas, baleadas, no sábado, declarou que quatro homens chegaram em um carro preto.
"Estavam encapuzados e começaram a disparar, sem descer. Foi uma correria", afirmou o rapaz que pediu para não ser identificado.
Minutos depois, segundo ele, chegaram outros homens em um carro prata. Armados e sem capuzes, disseram que eram policiais e queriam saber o que tinha acontecido.
Andrea Aparecida Rodrigues, irmã de Adriana, disse que a estudante havia ido até o bar com o namorado e ficou um pouco mais quando chegou um primo que comemorava o nascimento do filho.
"Minha irmã não conseguiu fugir porque estava de salto alto. Foi atingida por quatro disparos, um deles na nuca. Nosso primo também foi baleado. Ele ainda está no hospital, mas fora de perigo."
Adriana deixa um filho de 13 anos que tem paralisia cerebral e que ficará com a tia. Segundo a família, ela fazia curso técnico de enfermagem e não tinha antecedentes.
Na semana dos crimes, um outro soldado da PM havia sido baleado em Londrina por dois homens, enquanto estava em uma farmácia. Ele foi hospitalizado e já teve alta.
Em 2015, foram registrados 55 homicídios em Londrina.

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