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'Estamos perdendo a luta contra o mosquito', diz Dilma

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GERAL

'Estamos perdendo a luta contra o mosquito', diz Dilma

FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após a fala do ministro Marcelo Castro (Saúde) de que o país está perdendo "feio" a batalha contra o mosquito Aedes aegypti, a presidente Dilma Rousseff fez a mesma avaliação, nesta sexta-feira (29), e disse que trata-se de uma "constatação da realidade".
"Nós estamos perdendo a luta contra o mosquito, porque enquanto o mosquito reproduzir-se, todos nós estamos perdendo a luta contra o mosquito", afirmou após visitar a sala nacional de coordenação e controle de medidas de combate ao vetor no país.
Há dois dias, a presidente fez, justamente, a declaração oposta: em agenda no Equador, quando questionada sobre o tema, disse que o Brasil não estava perdendo a batalha.
Ao ser questionada mais uma vez pela imprensa sobre a fala de Castro, a presidente disse: "É impressionante. Eu achei fantástico". "Por que criar um problema com a constatação da realidade? Dizer que estamos perdendo é porque nós queremos ganhar. Estamos dizendo se não nos mobilizarmos, vamos perder isso", completou, ao lado do peemedebista.
A presidente, entretanto, foi otimista ao dizer que o Brasil vai "ganhar esta guerra". "Nós vamos demonstrar que o povo brasileiro é capaz de ganhar essa guerra. As igrejas, sindicatos, o governo. Cada um de nós."
Por cerca de uma hora, ela fez videoconferência com governadores de cinco Estados do país, para tratar do tema. Entre eles, Pernambuco, Paraíba e Bahia, que lideram os casos de zika no Brasil. De acordo com relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgado ontem, 4 milhões de pessoas podem ser atingidas pelo vírus nas Américas. Somente no Brasil, a estimativa é de um total de 1,5 milhão de infectados.
De acordo com Marcelo Castro, uma reunião de ministros da Saúde da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) pode ocorrer na próxima quarta-feira, no Uruguai, para tratar do tema.
Os governadores de São Paulo e Rio de Janeiro também conversaram com a petista, que estava acompanhada de oito ministros de seu governo. Segundo Dilma, o tucano Geraldo Alckmin informou de que na próxima segunda começam os testes de vacina da dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantã.
'NÃO É UMA GRIPE'
Em sua fala à imprensa, a presidente ponderou que o vírus zika ainda é desconhecido na comunidade científica e negou que a reação do governo seja tardia. "Recentemente é que foi avaliado que essa seria uma doença. Quem contribuiu muito para que houvesse essa consciência foi o Brasil, através dos órgãos do Ministério da Saúde. Esse é um processo que está em curso."
Ela argumentou ainda que este é um momento mais grave em comparação a períodos anteriores, quando o mosquito também ganhou destaque diante do aumento de casos de dengue no país. "A dengue é que nem uma gripe. Agora, o zika não. O zika não é uma gripe."
A comparação entre dengue e zika, porém, não é recomendada por especialistas -só em 2015, a dengue teve mais de 1,5 milhão de casos no país, além de causar 863 mortes, o maior número registrado desde 1990.
Enquanto a dengue tem como sintomas febre alta, dores no corpo, náuseas e vômitos, podendo evoluir para formas graves e óbito, a infecção por zika é considerada de menor duração e mais leve, caracterizada principalmente por febre baixa, coceira e pequenas manchas vermelhas. A gravidade do zika, no entanto, está em possíveis complicações associadas à infecção prévia pelo vírus, como doenças neurológicas. Recentemente, o zika também passou a ser associado à ocorrência de microcefalia em recém-nascidos.
Questionada sobre o orçamento para ações contra o mosquito, Dilma foi enfática em dizer que não faltará dinheiro para iniciativas do poder público. "Essa despesa tem a ver com saúde pública no país. Ela não sofre contingenciamento nem limites".
FAXINA NA ESPLANADA
Nesta sexta-feira, a Esplanada dos Ministérios é alvo de uma série de ações para combater a proliferação do mosquito.
Entre as ações, estão previstas palestras para difundir as principais formas de combate ao mosquito (no Palácio do Planalto e Itamaraty) e mobilização para inspecionar focos do Aedes aegypti em instalações dos edifícios -como nos edifícios da Integração Nacional, Planejamento, Transportes e Desenvolvimento Agrário.
Em evento com fuzileiros sobre a participação das Forças Armadas no combate ao mosquito da dengue, a presidente disse que esse será o "o centro da operação". "Pela capacidade de mobilização, pela disciplina, pela capacidade de conscientização", afirmou.

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