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Toplessaço reúne mulheres que tiveram câncer na praia de Ipanema

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Toplessaço reúne mulheres que tiveram câncer na praia de Ipanema

ISABELA REIS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Foi realizado neste domingo (24), na praia de Ipanema (zona sul), a terceira edição do Toplessaço, uma iniciativa do movimento Toplessinrio. No evento, foram apresentadas as vencedoras do concurso Musa do Topless Cor de Rosa 2016, disputa que reuniu mulheres que já realizaram ou estão à espera do procedimento de reconstrução do seio em decorrência do câncer de mama e da mastectomia, a cirurgia de remoção total ou parcial da mama.
Com o mote "Ninguém precisa viver sem peito", o concurso, que tem a parceria da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), acabou por eleger não apenas uma, mas duas vencedoras dentre cinco candidatas: a carioca Eliane Canegal, 42, e a paulista Carol Sanovicz, 26.
O júri era formado pelos atores Thiago Lacerda e Carolina Kasting, o empresário Ricardo Amaral, os fotógrafos Jorge Bispo e Antônio Guerreiro, o artista plástico Martin Ogolter e a cantora Júlia Bosco; e pelos "likes" do público por meio da conta @toplessinrio no Instagram. Enquanto Carol conquistou as curtidas de mais de 1.100 seguidores e venceu pelo voto popular, Eliane teve a preferência dos jurados.
Vestindo a camisa da campanha, Eliane, que foi diagnosticada pela primeira vez aos 31 anos, em 2004, e voltou a apresentar a doença três anos depois, comemorou a possibilidade de compartilhar sua história de sobrevivência e transmitir positividade para mulheres que estão em situação semelhante. " O câncer vem querendo roubar aquilo que a gente tem de mais precioso: primeiro, a nossa vida, e depois a nossa feminilidade. Eu tinha muita vontade de levar uma mensagem de autoestima e dizer que há vida após o câncer. Estou aqui para dizer a essas mulheres que a gente pode se sentir bonita, sim, se sentir sensual, sim."
Criado pela jornalista Ana Paula Nogueira, em 2013, o toplessaço tem como objetivo reivindicar a liberação da prática do topless nas praias e também promover ações relacionadas à liberdade do corpo da mulher, além de lançar luz sobre questões de igualdade racial, de gênero e social. Tudo isso está resumido em um slogan: "Com ou sem sutiã, de camiseta ou de burca, participe do movimento que prega liberdade e igualdade nas praias cariocas". Neste ano, o símbolo de um botão de costura cor de rosa à semelhança de um mamilo se uniu a essa mensagem na divulgação da campanha.
"Estar junto nesse movimento é se desnudar, falar 'somos despeitadas, mesmo, mas estamos aqui!", afirmou Vânia Videira, 61, uma da candidatas que mostrava orgulhosa a camisa customizada pelo marido destacando seus "peitinho e peitão".
Ana Paula conta que decidiu realizar o concurso após ler uma notícia sobre o fato de que a maior parte das mulheres no Brasil não se submete à cirurgia de reparação mamária. "Elas vivem mutiladas por falta de informação, baixa autoestima e porque se fala muito pouco sobre essa etapa que é a reconstrução. Falamos da prevenção e da mamografia, mas esquecemos o depois. Quisemos ir além e mostrar que elas podem recuperar a sensualidade e vaidade perdidas na mastectomia", disse.
Mais do que eleger uma musa ou decretar uma vencedora, portanto, o propósito dessa ação era evidenciar a importância da reconstrução do seio no processo de recuperação da doença, como ressalta Ricardo Machado, um dos diretores da Sociedade Brasileira de Mastologia. "A reconstrução mamária faz com que a mulher se sinta melhor, reencontre a sua sensualidade e autoestima e, consequentemente, se dedique mais ao tratamento."
Desde 2013, é garantido por lei, através do Sistema Único de Saúde (SUS), o direito à reconstrução imediata da mama em casos de mutilação como consequência do tratamento da doença. Ainda assim, a falta de informação e as longas filas de espera são responsáveis pelo baixo índice -apenas 29,2%- de mulheres mastectomizadas que se submetem ao procedimento no sistema público de saúde.
A Mulher Melão, que participou do movimento em defesa da liberdade do corpo feminino trajando uma roupa com os dizeres "Não sou puta, nem santa, sou livre", também tirou a camisa em apoio à causa.

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