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Prisão de opositora na Argentina causa incômodo a Macri no Fórum de Davos

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GERAL

Prisão de opositora na Argentina causa incômodo a Macri no Fórum de Davos

LUCIANA DYNIEWICZ
BUENOS AIRES, EUA (FOLHAPRESS) - A prisão de uma líder de um movimento opositor na semana passada foi o principal motivo de irritação do presidente da Argentina, Mauricio Macri, durante sua viagem ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
Em uma turnê cuja principal agenda era a recuperação das relações com o Reino Unido e os Estados Unidos, Macri se viu envolvido com um de seus questionamentos internos: a repressão a protestos contra seu governo e seus aliados.
Líder do movimento Tupac Amaru, que era aliado da ex-presidente Cristina Kirchner na província de Jujuy, no norte da Argentina, Milagro Sala foi presa no último sábado (16) acusada de incitação à violência pela polícia local.
Ela comanda a ocupação da praça principal da capital provincial contra a retirada de recursos para seu movimento por parte do novo governador de Jujuy, o radical Gerardo Morales, aliado de Mauricio Macri.
Em entrevista coletiva, o presidente foi questionado por um jornalista sobre se a prisão de Sala pode ser comparada à de Leopoldo López, condenado também por incitação à violência nos protestos contra Nicolás Maduro em 2014.
"Está dizendo isso [comparando] para mim de verdade? Não, você não pode estar falando sério. Não pode comparar Leopoldo López com Milagro Sala. López não fez nada de mal para que seja comparado a Milagro Sala."
Depois da pergunta incômoda, Macri deixou a entrevista. Desde a campanha eleitoral, o presidente argentino defendeu a libertação dos presos políticos na Venezuela e propôs a aplicação da cláusula democrática do Mercosul contra o país.
Uma das convidadas de sua festa da vitória na eleição foi a mulher de Leopoldo López, Lilian Tintori. Na última cúpula do Mercosul, em dezembro, ele bateu boca com a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, devido a sua defesa de López.
AUTORITARISMO
Embora Sala seja suspeita de usar os recursos a favor de sua organização, sua prisão sem um processo judicial foi criticada na Argentina. Seus defensores afirmam que é uma prisão política e mais um gesto autoritário do governo.
"Estamos convencidos de que ela é uma presa política. Seus delitos são se manifestar na rua. Não há motivo para ela estar em uma penitenciária", afirmou a deputada federal kirchnerista Carolina Gaillard, que está em Jujuy há dois dias acompanhando o caso.
O argentino Adolfo Pérez Esquivel, ativista de direitos humanos e ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1980, criticou o governo de Jujuy por não receber Sala antes da detenção. "Voltam a repetir o mesmo [erro] do kirchnerismo: falta de diálogo, autoritarismo e imposições", disse.
Apesar da prisão de Sala, os manifestantes da Tupac Amaru continuam na sede do governo. Eles chegaram a instalar piscinas devido ao forte calor em San Salvador de Jujuy, perto da fronteira com a Bolívia.
Piscinas
Eles continuam pedindo uma reunião com Gerardo Morales. O governador se nega a recebê-los e voltou a acusar Sala de desviar dinheiro destinado pela província para as cooperativas de trabalhadores.
"Temos 14 obras pagas que aparecem como terminadas, mas não estão. Os recursos saíam para distintas cooperativas e eram entregues a Milagro Sala. Faltam 29 milhões de pesos [cerca de R$ 8,9 milhões]", afirmou, em entrevista ao canal Todo Notícias (TN).

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