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Quinto ato contra tarifa termina em correria, bombas e feridos em SP

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GERAL

Quinto ato contra tarifa termina em correria, bombas e feridos em SP

ARTUR RODRIGUES, GIBA BERGAMIM JR. E LEANDRO MACHADO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Bombas, correria e pelo menos nove feridos foram o saldo do quinto protesto do MPL (Movimento Passe Livre) contra a altas na tarifas de ônibus, trens e metrô na noite desta quinta-feira (21), no centro de São Paulo.
A confusão aconteceu por volta das 21h30, na praça da República, quando os manifestantes tentaram passar pelo bloqueio feito pela PM, que não permitiu que o movimento fizesse um trajeto diferente do proposto pela corporação.
As bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo foram disparadas segundos depois de garrafas serem lançadas em direção aos policiais.
Vídeos da Folha de S.Paulo logo no início da confusão mostra que foram 21 explosões em 37 segundos -equivalente a uma bomba a cada dois segundos.
Depois, disso os policiais seguiram manifestantes nas imediações da praça, disparando mais bombas e balas de borracha.
Entre os feridos estavam pessoas atingidas pelas balas, por estilhaços de bomba e intoxicadas pelo gás. Até esta noite, não havia informações sobre policiais feridos.
PMs seguiram pela rua São João -onde entraram num prédio em busca de manifestantes, que espalharam lixo pelas ruas do centro. Até o fim da noite, havia o registro de uma agência bancária depredada. Nem a PM, nem o Passe Livre divulgaram número de manifestantes.
O protesto teve início no terminal de ônibus Parque Dom Pedro, no centro, que foi fechado pela prefeitura durante a concentração do ato.
Os manifestantes queriam seguir até a Assembleia Legislativa, na zona sul, passando pela Secretaria Estadual de Transportes e pela Câmara.
A Secretaria da Segurança Pública, porém, impediu o trajeto com o argumento de que não houve aviso com antecedência e sugeriu outro trajeto para o ato, com término na praça da República.
"Nós bloquearemos o caminho. Se houver agressão, teremos que reagir", disse, no início do ato, o tenente-coronel Henrique Motta, comandante da operação.
A manifestação de terça (19) terminou sem registro de confrontos. Porém, na semana passada, os dois maiores atos promovidos pelo MPL foram marcados pela ação de mascarados no dia 14, e pela atuação da PM no dia 12, que reprimiu o protesto na concentração.
"O que ocorreu foi um ataque sistematizado e estratégico pelas forças que detém o monopólio da violência contra pessoas comuns", disse ontem, em nota, o MPL. A PM não se pronunciou.
FERIDOS
Sangrando muito na cabeça, o manifestante André Aquino disse ter sido atingido por um estilhaço de bomba na testa na praça da República. Próximo dali, na rua Dom José de Barros, socorristas atendiam outros feridos.
"Vi que ia ter disparo de bomba, fui tentar correr, mas fui atingido na perna", disse o cinegrafista Juliano Vieira, da TV Drone.
Estudante da escola Fernão Dias Paes, Gabriel Moraes, 17, conta que tocava na fanfarra do protesto quando foi atingido por um estilhaço no tornozelo. "Estávamos tocando e a bomba explodiu no meio e atingiu a gente."

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