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Ministros se negam a participar de sabatina sobre decreto de Maduro

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GERAL

Ministros se negam a participar de sabatina sobre decreto de Maduro

SAMY ADGHIRNI
CARACAS, VENEZUELA (FOLHAPRESS) - Os ministros da área econômica do governo venezuelano se negaram nesta quinta-feira (21) a ser questionados pelo Parlamento - agora sob controle opositor - a respeito do decreto de emergência econômica solicitado pelo presidente Nicolás Maduro.
Eles alegaram que queriam uma sabatina a portas fechadas, e não aberta à imprensa, como defendia a oposição em nome da transparência.
A sabatina era parte do processo de avaliação, por uma comissão mista da Assembleia Nacional, do decreto com o qual Maduro pretende atribuir-se por 60 dias poderes especiais que incluem amparo jurídico para expropriar bens privados e restrições no acesso à moeda.
O Parlamento tem até a noite desta sexta-feira (22) para aprovar, rejeitar ou pedir alterações ao decreto, que foi anunciado pelo governo como solução contra o desabastecimento generalizado e a inflação de três dígitos.
O vice-presidente da república, Aristóbulo Isturiz, justificou o boicote à sessão dizendo que assuntos sensíveis relacionados à grave crise econômica não têm vocação para ser debatidos em público.
"Não vamos nos prestar a um show midiático. Aqui ninguém é palhaço", afirmou.
O presidente da Assembleia Nacional, o opositor Henry Ramos Allup, disse que a decisão dos chavistas é um desacato e uma violação da Constituição sujeita a sanções.
A lei sobre o Regime de Comparecimento de Funcionários Públicos e Particulares diante da Assembleia Nacional prevê multa e até suspensão do cargo para quem descumprir convocações do Parlamento, cujas prerrogativas incluem fiscalizar poderes da república.
"As cifras e informações que [a equipe econômica] deveria dar ao país são tão graves ao ponto de quererem mantê-las em segredo, o que é inútil já que elas serão conhecidas de todo modo", afirmou Ramos Allup.
Ele disse que a avaliação do decreto continuará sem depoimento da equipe econômica.
O embate entre oposição e governo tomou proporções inéditas desde que o antichavismo conquistou ampla maioria do Parlamento na eleição de dezembro.

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