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Com vantagem reduzida, Hillary ataca democrata em debate nos EUA

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GERAL

Com vantagem reduzida, Hillary ataca democrata em debate nos EUA

THAIS BILENKY
NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - No momento em que as pesquisas apontam acirramento na disputa pela nomeação do Partido Democrata na eleição presidencial dos EUA, os pré-candidatos Hillary Clinton e Bernie Sanders protagonizaram um enfrentamento inédito em debate neste domingo (17).
Estimulados inicialmente pelos mediadores da rede NBC News, a ex-secretária de Estado e o senador por Vermont divergiram em temas como controle na venda de armas, sistema de saúde, sistema financeiro e doações de campanha.
Hillary procurou desmontar a imagem do político coerente em cima da qual Sanders conquistou 41% do eleitorado democrata. Ela apontou inconsistências entre propostas de governo do opositor e sua atuação parlamentar. O senador se gabou da ascensão nas pesquisas.
Segundo levantamento do jornal "The New York Times" e da rede CBS News, Hillary está com 48% das intenções de voto. Um mês atrás, ela tinha 52% e ele, 32%.
"Quando a campanha começou, ela estava 50 pontos à minha frente", observou Sanders. "Adivinhe? Em Iowa e New Hampshire, a corrida está muito, muito acirrada." E completou: "Nas pesquisas, estamos à frente da secretária Hillary Clinton contra o meu bom amigo Donald Trump", o pré-candidato que lidera as intenções de voto entre o eleitorado republicano.
O debate foi o último antes do caucus em Iowa, em 1° de fevereiro. Realizado em Charlestone, na Carolina do Sul, a quadras do massacre em uma igreja da comunidade negra em 2015, teve na questão do controle da venda de armas um dos momentos mais acalorados.
Sanders disse que Hillary era "muito hipócrita" ao acusá-lo de ser leniente com a indústria armamentista, em referência a seus votos no Senado. Mas ela não cedeu.
"Ele votou pela imunidade dos fabricantes e vendedores, num projeto que a NRA [associação nacional de rifles, na sigla em inglês] considerou a peça legislativa mais importante em 20 anos."
Hillary voltaria a questioná-lo ao falar de seu projeto de um novo sistema de saúde universal para o país. A ex-secretária de Estado disse que seria derrubado por republicanos no Congresso e elogiou o que considera ser avanços obtidos no governo Barack Obama.
"Isso não faz sentido", rebateu Sanders, apontando as falhas do atual modelo. "Você sabe", provocou Hillary. "Não sei se estamos falando do plano que você acabou de introduzir ou do que você introduziu nove vezes no Congresso."
WALL STREET
O senador, por sua vez, foi duro quando perguntado sobre o que o diferia da adversária na visão sobre o sistema financeiro. "A primeira diferença é que eu não aceito dinheiro de grandes bancos. Eu não aceito remunerações pessoais por fazer palestras para o Goldman Sachs", disse causando reação da plateia.
Sanders afirmou ser instigado por repórteres a fazer declarações polêmicas contra a adversária para aparecer nas capas de jornais. Disse que perguntas sobre o caso extraconjugal do marido de Hillary, o ex-presidente Bill Clinton, irritam. Mas não se furtou a respondê-las.
"Seu comportamento foi deplorável", afirmou, enquanto Hillary fazia um sinal positivo com a cabeça e sorria. "Eu já disse alguma palavra sobre isso? Não, eu não disse", encerrou.
O governador de Maryland, Martin O'Malley, terceiro colocado nas pesquisas, batalhou para entrar na discussão, mas chamou mais a atenção ao lamentar a falta de tempo para falar.
Disse que os 60 segundos finais eram insuficientes e mencionou a questão da imigração como um dos temas cuja abordagem ficou a desejar.

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