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Presidente do Irã pede economia menos dependente do petróleo

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Presidente do Irã pede economia menos dependente do petróleo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Irã, Hassan Rowhani, defendeu neste domingo (17) reformas econômicas e uma menor dependência da exportação de petróleo, um dia após o país celebrar o fim das sanções econômicas internacionais como parte do acordo nuclear.
Rowhani fez as declarações ao submeter a proposta de Orçamento para o próximo ano fiscal iraniano, que começa em 21 de março, ao Parlamento.
Ele afirmou aos presentes que a recente queda no preço do petróleo é a melhor razão para "cortar o cordão umbilical" com essa exportação.
A expectativa do retorno do Irã ao mercado foi um dos fatores que contribuiu para a queda do preço do barril neste semana para abaixo de US$ 30 pela primeira vez em 12 anos. O fim das sanções econômicas ao Irã deve derrubar ainda mais os preços.
Detentor da quarta maior reserva de petróleo do mundo, o equivalente a 10% do total, o Irã reduziu fortemente sua presença do mercado nos últimos anos por causa das sanções.
Antes mesmo do anúncio do fim das medidas restritivas, o país já avisara que pode elevar a produção e as exportações em 500 mil barris de petróleo ao dia imediatamente. O volume é equivalente a 2% das exportações da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), cartel do qual o Irã é membro.
O presidente afirmou ainda que o acordo nuclear com os EUA e a União Europeia é uma "página dourada" na história do país e um "ponto de virada" para a economia nacional.
"O acordo nuclear é uma oportunidade que devemos usar para desenvolver nosso país, melhorar o bem-estar da nação e criar estabilidade e segurança na região", disse Rowhani.
Com a revogação das sanções, o Irã voltará a ter acesso a US$ 100 bilhões de bens congelados. A medida também permitirá ao país se beneficiar de novas oportunidades comerciais e financeiras.
O ACORDO
Os EUA e a União Europeia anunciaram neste sábado (16) a revogação de sanções econômicas em vigor há anos contra o Irã, abrindo caminho para o país persa se integrar à economia mundial.
A decisão foi tomada como consequência de acordo nuclear fechado no ano passado, e após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), braço da ONU, certificar que o país persa cumpriu as obrigações a que se comprometeu.
Sob o acordo de 14 de julho, o Irã concordou em desmantelar programas que poderiam ser usados para fabricar armas atômicas em troca do fim das sanções. O pacto coloca várias atividades da nação sob supervisão da AIEA por 15 anos, com a opção de que punições sejam reimpostas se o Irã descumprir os compromissos.
Acordo nuclear com o Irã
O anúncio ocorreu horas depois de o Irã ter libertado quatro americanos, incluindo o repórter do "The Washington Post" Jason Rezaian, em troca de sete iranianos presos ou indiciados nos EUA.
O estudante americano Matthew Trevithick também foi solto, mas sem relação com o acordo, segundo os EUA.
TROCA DE PRESOS
O fim das sanções e a troca de presos fazem parte de um movimento cujo objetivo é aos poucos eliminar o isolamento internacional iraniano.
Desde a Revolução Iraniana, em 1979, o país é alvo de sanções dos EUA. Elas foram se acumulando ao longo das décadas em resposta ao programa nuclear do país.
As sanções levantadas neste sábado se restringem àquelas aplicadas em resposta ao programa atômico iraniano -continuam em vigor as aplicadas em reação a denúncias de violações dos direitos humanos.
Os presos libertados pelo Irã -além de Rezaian, o ex-fuzileiro naval Amir Hekmati, o pastor Saeed Abedini e Nosratollah Khosravi-Roodsari&- voariam para a Suíça antes de serem transportados para um hospital americano em Landstuhl, na Alemanha, para tratamento médico.
Em troca, os EUA anunciam a libertação de sete iranianos -seis dos quais têm dupla cidadania- acusados de violar as sanções americanas contra o Irã. Não está claro se deixarão os EUA.
Além disso, os EUA suspenderão junto à Interpol mandados para a extradição de outros 14 iranianos supostamente envolvidos com tráfico de armas.

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