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Acadêmicos turcos são detidos após críticas ao governo Erdogan

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GERAL

Acadêmicos turcos são detidos após críticas ao governo Erdogan

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia turca deteve ao menos 19 acadêmicos nesta sexta (15) sob acusação de propaganda terrorista, após uma petição assinada por mais de mil intelectuais criticar a ação militar do governo contra os curdos na região sudeste do país. Segundo a agência oficial de notícias Anadolu, 15 dos detidos foram liberados após interrogatório.
O presidente Recep Tayipp Erdogan desqualificou os signatários do documento, entre os quais o linguista americano Noam Chomsky, dizendo que aqueles que não querem fazer política no Parlamento "devem ir cavar trincheiras ou ir para as montanhas", em referência às táticas da milícia curda PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão). Para ele, a petição ultrapassou os limites da liberdade acadêmica.
"Nossa nação deve ver quem é quem. Ser um professor não faz de alguém intelectual. Essas são as piores pessoas. São vilões e indignos, porque aqueles que se aliam aos vilões são eles mesmos vilões."
Segundo o jornal "Hurriyet", os ministérios públicos de Anatólia, Istambul e Bakırköy deram início a investigações contra 122 acadêmicos empregados em universidades em Istambul.
De acordo com a imprensa turca, os acadêmicos estão sendo acusados de violar o artigo 301 do Código Penal, que considera ilegal insultar o Estado, o Parlamento e as instituições judiciais da Turquia. Além disso, eles também responderão por "propaganda terrorista" e por "incitar ódio e hostilidade".
TRUCULÊNCIA DO ESTADO
Na declaração, publicada na última segunda (11), o governo é criticado por sua truculência contra os rebeldes curdos. "O direito à vida, à liberdade e à segurança e particularmente a proibição de tortura e maus-tratos previsto na Constituição e em convenções internacionais foram violados. (...) Nós pedimos que o Estado abandone esse massacre deliberado."
Em julho de 2015, foi rompido um cessar-fogo acordado dois anos antes entre o governo turco e o PKK.
Tanto a oposição no país quando os EUA criticaram as detenções. "Ainda que talvez não possamos concordar com as opiniões expressas por esses acadêmicos, estamos preocupados como essa pressão poderá inibir o discurso político legítimo", disse o embaixador americano John Bass em comunicado.
O principal partido de oposição, o Partido Republicano do Povo (CHP), afirmou que as detenções mancham a democracia turca.
Formado em 1984, o PKK tinha como objetivo original a criação de um Estado independente. Hoje, o grupo pede autonomia para os curdos. A milícia é considerada uma organização terrorista pelos Estados Unidos, pela Europa e pela Turquia.

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